Rio Caldo


Outras informações...

População: 1189

Atividades económicas: Agricultura, construção civil e turismo

Festas e Romarias: S. Bento da Porta Aberta (21 de março, 11 de julho e 10 a 15 de agosto), S. João Batista (24 de junho), S. Cristóvão (25 de julho) e Santa Luzia (13 de dezembro)

Património: Fontanário de Paredes, Santuário de S. Bento da Porta Aberta e Cruzeiro da Avenida da Igreja

Outros Locais: Alto do Formigueiro e Barragem da Caniçada

Gastronomia: Rojões

Artesanato: Bordados e escadas em madeira

Coletividades: Grupo Cultural e Desportivo de Rio Caldo, Grupo Coral e Vezeira (Associação de Agricultores)

Orago: S. João Batista


 

Freguesia do concelho de Terras de Bouro, dista 20 km da sede concelhia.

Esta é uma terra muito antiga, com idade denunciada em diversos vestígios. A Geira, que lhe passa perto; um castro, onde teria existido a lendária cidade romana de Abóbriga; e ainda se poderá ajuntar as Calhas de Santa Eufémia, a que a crendice popular se apegou por cuidar que nelas a pobre mártir teria sido encontrada cadáver.

Os povos desta freguesia gozaram do privilégio de não serem recrutados para o Exército real em tempo de guerra, pois tinham o dever de velar e guardar o castelo e defender a Portela do Homem. Nos tempos da Guerra da Independência contra Castela (1383-1385), foi por aqui que os Galegos invadiram Portugal. O abade do Mosteiro de Bouro armou 600 guerreiros e derrotou os invasores, tendo recebido agradecimentos do próprio D. Nuno Álvares Pereira e sendo-lhe concedido o privilégio de trazer pajem de armas, em sinal de dignidade de capitão-mor de suas terras.

No século XIII existiam vários reguengos demarcados, que eram pertença dos monges cistercienses, de cavaleiros-fidalgos, de cavaleiros-vilões e de peões. E a freguesia pertencia, ainda pelo século XVIII, à Coroa, tendo como donatário D. Luís Manuel de Sá Coutinho, fronteiro-mor da praça da Portela do Homem.

Em tempos remotos, pertenceu ao julgado ou Terra Medieval de Bouro, extinto concelho de Santa Marta de Bouro (até 24 de outubro de 1855), transitando depois para o de Terras de Bouro. Foi anexada ao de Amares, por extinção temporária do de Terras de Bouro (14 de agosto de 1895 a 13 de janeiro de 1898), tornando quando este concelho foi restaurado. Foi abadia de apresentação da Mitra Bracarense e comenda da Ordem de Cristo.

É banhada por um dos meandros da Barragem da Caniçada onde desagua o riacho que está na origem do topónimo.

Nela se situa o popular Santuário de São Bento da Porta Aberta ou de São Bentinho, que atrai romeiros de todo o Norte do País, sendo a afluência do povo a maior depois da verificado no Sameiro, em Braga.

A partir de uma pequenina ermida dedicada a S. Bento, corria o ano de 1640, o templo de hoje foi levantado em 1895, tendo iniciado a sua construção em 1880. Posteriormente, foram colocados azulejos no exterior e aumentada a torre. No interior, as paredes são forradas com granito polido, e os vitrais de todas as janelas e grandes painéis de azulejos, nas paredes da capela-mor, evocam a vida do santo. O retábulo em talha está coberto a ouro brunido e o trono onde se venera a imagem do santo foi enriquecido com azulejo figurativo. Junto do majestoso edifício, encontram-se a Casa das Estampas, um albergue para peregrinos, a Confraria e, circundando todo o conjunto, um admirável parque onde não falta um espaçoso lago, com barcos, e acolhedores poisos.

Nos dias das grandes peregrinações, reúnem-se aqui milhares e milhares de devotos que, vindos especialmente a pé, chegam de concelhos vizinhos ou de outros mais distantes. Vêm pagar as graças recebidas de “S. Bentinho”.

A igreja matriz da freguesia é um templo restaurado em 1730. No interior, a talha é da Renascença, existindo um ostensório, de idêntico estilo, que se transforma em monumental cálice, desmontando-se-lhe o pé. Referências também para a Capela de S. Cristóvão no lugar de S. Pedro, e Santa Luzia no lugar de Matavacas, e mais duas de particulares, uma no lugar de Paredes tendo como Patrona Nossa Senhora da Conceição, e outra no lugar da Leira Chã, tendo como Patrono S. Brás.

A freguesia é constituída pelos lugares de Assento, Bairro, Corujeira, Coutinho, Crasto, Granja, Matavacas, Leira Chã, Paço, Parada, Paredes, Pedreirinha, Peso, Quintã, Sá, S. Bento, S. Pedro, Seara e Torre.