S. Bento da Porta Aberta


  

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No Youtube... 

 

O Santo

São Bento nasceu na cidade italiana de Núrsia, em 24 de março do ano 480. Filho de uma família nobre e cristã, é enviado para Roma para completar os estudos. Dececionado com o estilo de vida da cidade, parte para o monte Subiaco, onde numa gruta, durante 3 anos, se dedica à reflexão. Seguidamente, funda a Ordem Beneditina, cujo lema está espalhado na celebre regra "Ora et Labora" - Reza e Trabalha.

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Altar do Santo.

 

O Santo...

 

 

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Altar do Santo.

 

O Santo...

 

 

 

 

Após uma vida consagrada a Deus e aos outros, realizando prodígios e milagres, morre a 21 de março de 547.

Proclamado como "Padroeiro da Europa" e Patriarca dos Monges do Ocidente, atrai milhares de peregrinos a cada santuário onde é venerado.

A sua imagem caracterizada pela figura do corvo, remete-nos para um dos episódios da sua vida, o pão envenenado, que lhe foi oferecido como presente por Florêncio, seu discípulo, e que o Santo sabia estar envenenado. Por isso mandou que o corvo, que habitualmente aparecia por ali, o levasse para longe, para que ninguém o pudesse encontrar.

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Altar do Santo.

 

O Santo...

 

 

O Santuário

O culto a S. Bento, em Rio Caldo, deve a sua origem à influência dos monges de Santa Maria de Bouro. Em 1640, é construída a primitiva ermida, numa pequena elevação.

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O templo antigo.

 

Interior.

Segundo a tradição, esta possuía um alpendre, como a maioria das capelas do alto dos montes, e tinha sempre as portas abertas, servindo de abrigo a quem passava... daí lhe terá advindo a designação de S. Bento da Porta Aberta.

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À volta...

 

Pousada.

O atual Santuário é recente. Iniciou-se a sua reconstrução em 1880 e concluiu-se em 1895.

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Lustre.

 

Entrada.

São dignos de realce os painéis de azulejos da capela-mor, que retratam a vida de S. Bento, assim como o retábulo de talha coberto a ouro.

Devido ao aumento do número de peregrinos, em 1998, foi inaugurada a atual Cripta.

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Igreja nova.

 

Vista de cima.

 

 

A Cripta

Atendendo á diminutas dimensões da igreja existentes, foi decidido no ano de 1994, erigir um novo espaço muito próximo do primeiro, tendo sido entregue ao arquiteto Luís Cunha a preparação do projeto.

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Torre.

 

Luís Cunha.

  

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Comparação.

 

No alto.

A construção ficou concluída, incluindo as zonas envolventes, no ano de 2002. Em todo o edifício há uma ligação de simplicidade entre a construção civil e tudo o resto. O projeto contemplou grandes aberturas para o exterior facilitando o arejamento e o contacto com a natureza, de modo especial na zona nascente. 

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A serra, ao longe...

 

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A serra, ao longe...

 

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A serra, ao longe...

 

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Altar do Santo.

 

O Santo...

 

Os Painéis de Azulejo

Dignos de uma observação atenta são os painéis de azulejos, pintados por Querubim Lapa, que bem retratam episódios da vida de S. Bento.

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Adão e Eva - o início...

 

Eposição.

No primeiro podemos o monge Romão a entregar comida a S. Bento, que durante 3 anos permaneceu isolado numa gruta, no Monte Subiaco, a 60Km. de Roma, em oração e meditação. O lado direito deste painel chama a atenção para a importância da Ordem de Cluny no desenvolvimento da vida monacal.

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Desenvolvimento.

O segundo painel revela-nos a forma como S. Bento ultrapassa as tentações através do sacrifício ("lançou-se nú no meio de um matagal de espinhos") e da oração. Esta faz parte essencial da vida dos monges e da "regra de S. Bento".

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Tentações.

O painel seguinte narra o episódio da foice, perdida no lago, e que foi recuperada por S. Bento: mergulhou o cabo da foice esta foi ao seu encontro, podendo assim, o monge continuar a trabalhar. O trabalho é um dos componentes da regra beneditina, a que se alude no lado direito deste painel.

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Foice.

O quarto painel apresenta 2 episódios da vida do Santo. O primeiro, o episódio do pão envenenado e do corvo (Ver "O Santo") e o segundo relacionado com a história da pedra que era impossível remover do local onde se encontrava (os monges atribuíram este facto á presença do demónio). Só com a intervenção de S. Bento, que lançou a sua bênção sobre ela foi possível concretizar a sua remoção.

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O corvo.

No painel seguinte está representado o encontro entre Tótila e S. Bento. Tótila, rei do Ostrogodos, que tomou e saqueou Roma em 547, tentou enganar o Santo, ordenando a um seu oficial que vestisse as suas roupas e se encontrasse com S. Bento, como se fosse o próprio rei. Mas foi imediatamente reconhecido e voltou para contar a Tótila o que tinha sucedido.

O sexto painel lembra o aparecimento sem se saber como, de duzentas medidas de farinha em sacas, à porta do Convento, quando a região da Campânia sofria uma grande escassez de alimentos e os frades passavam privações na sua alimentação.

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Privações.

Do lado direito do painel aparece uma referência ao célebre Mosteiro de Einsiedeln, na Suiça, grande centro cultura e de grande importância na expansão do espírito beneditino.

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Mosteiro.

A revelação dos planos para a construção do mosteiro de Terracina está retratada no painel seguinte. S. Bento envia frades para esta cidade com a finalidade de construírem um mosteiro e assegura-lhes que ele próprio lhes dará todas as informações necessárias. De facto, através de um sonho são revelados todos os planos de construção.O lado direito apresenta a "Regra", onde se descrevem as ações e procedimentos dos monges e cuja divisa é "Ora et Labora", Reza e Trabalha.

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  A Lei.

 

"Ora et Labora"

O oitavo painel apresenta o último encontro de S. Bento com a sua irmã, Santa Escolástica, durante o qual se verificou o milagre da tempestade. Aos pedidos da irmã, para que este encontro se prolongasse, S. Bento reagiu negativamente. Sucedeu, porém, uma violenta tempestade, que impediu que o Santo regressasse ao Convento e deixasse a irmã.

O lado direito do painel faz alusão à ação evangelizadora, dos portugueses no Brasil.

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Brasil.

O quadro que se apresenta no painel seguinte, reflete a visão protagonizada por S. Bento, quando, à noite, estando à sua janela, viu o mundo inteiro como que recolhido num único raio de luz e a alma do bispo de Cápua, Germano, ser conduzida por um anjo, em direção ao paraíso. Referência, no lado direito, para Santa Cecília, padroeira da música e a Abadia beneditina de Solesmes, onde se desenvolveu o canto gregoriano e cuja biblioteca possuía extraordinárias coleções de manuscritos musicais.

O último painel refere a morte de S. Bento, anunciada antecipadamente, pelo próprio, aos seus discípulos. A morte não é o fim, mas o inicio da ação evangelizadora. Atualmente, S. Bento é designado como o patriarca do Ocidente e o "Pai da Europa".

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Peregrinações

Ao longo dos tempos, muitos milhares de peregrinos têm percorrido, a pé, dezenas de quilómetros em direção ao santuário de S. Bento da Porta Aberta. Vários caminhos da Fé foram sendo traçados, em conformidade com a região de onde provinham os romeiros. Assim, surgem os caminhos do Formigueiro, das Pontes, de Montalegre, de Vilar da Veiga e de Lóbios, entre outros.

Nestas peregrinações, para além do sacrifício da caminhada, ainda se mantém o costume centenário de se oferecerem grandes quantidades de sal. Este, outrora, era pedido de porta em porta e o peregrino não o podia pousar durante a caminhada.

O costume radica, entre outras tradições, na oferta que os salineiros faziam, incentivados pelos frades, para a ajuda das despesas dos santuários dependentes do Mosteiro de Bouro, entre os quais se contava o de S. Bento. Como estas ofertas eram realizadas em dias de romaria, também outros peregrinos começaram a imitar os salineiros e, assim, o costume se vai espalhando, perdurando até aos dias de hoje.

As principais peregrinações realizam-se durante os meses de março, julho e agosto.

Estas e outras informações complementares em http://www.sbento.pt