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10
km a SO - 215 h. (em 1970 eram 1351 habitantes).
Pertenceu
à comarca de Viana e depois à de Pico de Regalados, anexada ao concelho
de Amares, pela supressão do de
Terras de Bouro, em 14 de Agosto de 1895,
voltando a este após a sua restauração, em 13 de Janeiro de 1898.
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A
entrada... |
Obrigado! |
Dista da sede
do concelho 15 km. Formalmente
é chamada de Campo do Gerês também é conhecida por Assento ou S. João
de Campo.
Campo
foi abadia do padroado e pertenceu aos Templários. Noutros tempos, na véspera
e no dia de festa a S. Bartolomeu organizava-se uma procissão na qual
participava todo o concelho com todas as suas autoridades. Compareciam
todas as cruzes das freguesias do concelho, seguindo para a ermida de
Vilarinho, regressando, depois, ao Campo.
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Pormenor: a ramada na
estrada! |
Casas de pedra. |
Freguesia bem montanhosa, situada nos contrafortes oeste da serra do Gerês
e sul da serra Amarela, Campo do Gerês, ou S. João do Campo, como é mais
comummente conhecida,
é fortemente marcada pelas duas montanhas e pelo curso inicial do rio
Homem.
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Vista
parcial. |
Ao
fundo... |
A
ela pertencia a povoação de
Vilarinho
da Furna,
que
já existia no tempo de D. Sancho I e que teve foral em 1218, submersa
pela barragem do mesmo nome, onde subsistiram até à sua destruição
usanças antigas de regime comunitário - delas apenas resta a
existência do forno comum e das vezeiras ou pastoreio comum. Nos dias em que a barragem está vazia (o que só acontece quando
é preciso limpá-la), ainda é possível ver as ruínas das velhas casas
de pedra de Vilarinho da Furna, paisagem desoladora e de uma solidão
absoluta.
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Chegando. |
O
cruzeiro!!! |
As
águas represadas pela barragem atravessam a serra do Gerês num túnel
com milhares de metros de comprimento, indo mover as turbinas situadas em
Vilar da Veiga e aumentar depois o caudal da Barragem da Caniçada.
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A
cruz ocre. |
A
base: um marco miliário. |
Por
todo o lugar se encontram restos de construções romanas, alguns
padrões da época (a Leira dos Padrões ainda hoje guarda o nome), uma ponte
com belos corta-mares e, no cabo da veiga, o sítio chamado Casa da
Guarda, com vestígios das fortificações que serviram para recolher as sentinelas
dos povos de Bouro, que aqui guardavam incessantemente as fronteiras.
E as belas paragens da
Geira, a estrada romana, mais os seus marcos
miliários, conjunto emoldurado por íngremes rochedos — alguns
deles, como é o caso do Castelo, cerca da Portela do Homem, assumindo
aspectos curiosos.
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Ponte com belos corta-mares. |
A estrada do cruzeiro. |
Na área da freguesia, num cruzamento
de estradas, encontra-se sob um rústico alpendre um velho
cruzeiro cujo pilar é constituído por um marco miliário
epigrafado encimado por um
Cristo de pedra em cruz ocre. Este conjunto é albergado por uma estrutura
metálica por fora e forrada em madeira, assente em três pilares
de pedra.
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Largo
do museu... |
Uma quinta... |
Nesse entroncamento foi construído o
Museu
Etnográfico de Vilarinho das Furnas, enquadrado num espaço verde e amplo
que leva à reflexão. Esse museu foi feito pela Câmara de Terras
do Bouro nos anos 80 com pedras retiradas da aldeia submersa.
Lá
dentro
podem ver-se instrumentos antigos de lavoura e artesanato e também
pode obter alguma informação relativa a Vilarinho das Furnas. Junto ao
museu, podem ver-se
alguns
espigueiros.
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Vista
parcial com espigueiro. |
O Baptista... |
A igreja foi construída em 1718
e no seu telhado pode encontrar-se
um relógio de sol. É de
características simples tendo forma quadrada. Ainda possui o ponteiro
completo, que vai do centro do círculo de marcação das horas, até à
base.
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