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6 Km a SO - 1272 habitantes
Freguesia do concelho de
Terras de Bouro, dista 20 km da
sede concelhia.
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Rotunda
entre pontes |
Rio Caldo à
esquerda |
Esta é uma terra muito
antiga, com idade denunciada em diversos vestígios. A
Geira, que lhe passa
perto; um castro, onde teria existido a lendária cidade romana de Abóbriga;
e ainda se poderá ajuntar as Calhas de Santa Eufémia, a que a crendice
popular se apegou por cuidar que nelas a pobre mártir teria sido
encontrada cadáver.
Os povos desta freguesia
gozaram do privilégio de não serem recrutados para o Exército real em
tempo de guerra, pois tinham o dever de velar e guardar o castelo e
defender a
Portela do Homem. Nos tempos da Guerra da Independência contra
Castela (1383-1385), foi por aqui que os Galegos invadiram Portugal. O
abade do Mosteiro de Bouro armou 600 guerreiros e derrotou os invasores,
tendo recebido agradecimentos do próprio D. Nuno Álvares Pereira e
sendo-lhe concedido o privilégio de trazer pajem de armas, em sinal de
dignidade de capitão-mor de suas terras.
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A
Albufeira da Caniçada. |
Idem |
No século XIII existiam
vários reguengos demarcados, que eram pertença dos monges cistercienses,
de cavaleiros-fidalgos, de cavaleiros-vilões e de peões. E a freguesia
pertencia, ainda pelo século XVIII, à Coroa, tendo como donatário D. Luís
Manuel de Sá Coutinho, fronteiro-mor da praça da Portela do Homem.
Em tempos remotos,
pertenceu ao julgado ou Terra Medieval de Bouro, extinto concelho de Santa
Marta de Bouro (até 24 de Outubro de 1855), transitando depois para o de
Terras de Bouro. Foi anexada ao de Amares, por extinção temporária do de
Terras de Bouro (14 de Agosto de 1895 a 13 de Janeiro de 1898), tornando
quando este concelho foi restaurado. Foi abadia de apresentação da Mitra
Bracarense e comenda da Ordem de Cristo.
É banhada por um dos
meandros da Barragem da Caniçada onde desagua o riacho que está na origem
do topónimo.
Nela se situa o
popular
Santuário de São Bento da Porta Aberta ou de São Bentinho,
que atrai romeiros de todo o Norte do País, sendo a afluência do povo a
maior depois da verificado no Sameiro, em Braga.
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S.
Bentinho da Porta Aberta |
A partir de uma pequenina ermida dedicada a
S. Bento, corria o ano de 1640, o templo de hoje foi levantado em 1895,
tendo iniciado a sua construção em 1880. Posteriormente, foram colocados
azulejos no exterior e aumentada a torre. No interior, as paredes são
forradas com granito polido, e os vitrais de todas as janelas e grandes
painéis de azulejos, nas paredes da capela-mor, evocam a vida do santo. O
retábulo em talha está coberto a ouro brunido e o trono onde se venera a
imagem do santo foi enriquecido com azulejo figurativo. Junto do majestoso
edifício, encontram-se a Casa das Estampas, um albergue para peregrinos, a
Confraria e, circundando todo o conjunto, um admirável parque onde não
falta um espaçoso lago, com barcos, e acolhedores poisos.
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O
cruzeiro de Rio Caldo. |
Casa
rural. |
Nos dias das grandes peregrinações,
reúnem-se aqui milhares e milhares de devotos que, vindos especialmente a
pé, chegam de concelhos vizinhos ou de outros mais distantes. Vêm pagar as
graças recebidas de “S. Bentinho”.
A igreja matriz da
freguesia é um templo restaurado em 1730. No interior, a talha é da
Renascença, existindo um ostensório, de idêntico estilo, que se transforma
em monumental cálice, desmontando-se-lhe o pé. Referências também para a
Capela de S. Cristóvão no lugar de S. Pedro, e Santa Luzia no lugar de
Matavacas, e mais duas de particulares, uma no lugar de Paredes tendo como
Patrona Nossa Senhora da Conceição, e outra no lugar da Leira Chã, tendo
como Patrono S. Brás.
A freguesia é
constituída pelos lugares de Assento, Bairro, Corujeira, Coutinho, Crasto,
Granja, Matavacas, Leira Chã, Paço, Parada, Paredes, Pedreirinha, Peso,
Quintã, Sá, S. Bento, S. Pedro, Seara e Torre. |