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Soajo

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Laje granítica de espigueiros no Soajo. Vista geral da laje.

A aldeia do Soajo é famosa pelo vasto conjunto de espigueiros erigidos sobre uma enorme laje granítica, usada pelo povo como eira comunitária.  O mais antigo data de 1782. Estes monumentos de granito foram construídos na altura em que se incrementou o cultivo do milho e serviam para proteger o cereal das intempéries e dos animais roedores.  As suas paredes são fendidas para que o ar circule através das espigas empilhadas.  No topo são geralmente rematados por uma cruz, que significa a invocação divina para a protecção dos cereais.  Parte destes espigueiros são ainda hoje utilizados pelas gentes da terra.

Igreja do Soajo. Igreja: vsta lateral.

Próximo da localidade do Soajo, no Lindoso, existe outra eira comunitária onde se podem contar 42 espigueiros. É difícil dizer qual das duas eiras é a mais imponente.  No Lindoso, os espigueiros estão enquadrados com o castelo.  No Soajo, estão empoleirados numa espécie de varanda natural. A aldeia do Soajo está implantada numa das vertentes da Serra da Peneda, sobranceira ao Rio Lima.  A sua história já vem de longe.  Consta que terá sido fundada no século 1, mas só no século XVI lhe foi atribuída carta de foral.  Desde a fundação da nacionalidade portuguesa que o seu povo goza de privilégios.  Quando outras localidades de Portugal invocavam a liderança espanhola, o Soajo reconhecia o rei de Portugal como legítimo e isso valeu-lhe vários direitos.

 

 

Pelourinho fálico... Entrada da casa.

Os habitantes da região eram designados por monteiros, em virtude da sua Principal actividade ser a caça.  Ursos, javalis, cabras-bravas, lobos e raposas eram espécie, capturadas.  Chegou mesmo a ser instituída a montaria do Soajo, havendo ali representantes locais clã Montaria Real.

Consta que no reinado de D. Dinis os monteiros se terão queixado dos abusos de fidalgos, pelo que o monarca terá dado ordem para que estes não se demorassem ali mais do que "o tempo de esfriar um pão na ponta de uma lança".  Há quem defenda que terá vindo daí a curiosa forma do pelourinho que se situa rio largo principal da aldeia.  A coluna simboliza uma lança e a pedra um pão.

Em 1852, o Soajo viria a perder o direito a sede de concelho.  Porém, não perdeu a sua peculiaridade. Ainda hoje as ruas são pavimentados com lajes de granito e as casas construíras com blocos de pedra.  A vida em comunidade sempre foi um dado muito importante nesta aldeia.  Até há cerca de um século atrás, o Soajo Linha um juiz eleito pelo povo.  Actualmente, a feira que se realiza todos os primeiros domingos do mês ainda é motivo de convívio para as gentes da terra.

Enquadrada numa região de rara beleza, esta aldeia tem outras curiosidades nas suas imediações, como as Antas do Soajo, a Ponte Velha e o Miradouro do Côto Velho.

Outras informações...

População: 1373

Actividades económicas: Agricultura, pecuária e construção civil

Festas e Romarias: Festas de Agosto (12 a 15 de Agosto), S.Martinho (11 de Novembro), Sra. das Dores, Sra. da Guia, Sra. de Fátima, Sra. da Conceição, Sra. da Paz, Sra. do Livramento, Santa Filomena, Santo António, Santa Luzia, S. José, S. Sebastião e S.Miguel

Património: Conjunto de espigueiros, casas da Câmara e dos Enes, pelourinho e antas da serra de Soajo

Outros Locais: Parque Nacional da Peneda-Gerês, lugares de Mezio e Eiró e barragem do Lindoso

Gastronomia: Cabrito à moda do Soajo, arroz de cabidela, cozido à portuguesa, arroz de sarrabulho, costoleta grelhada e queijo branda de cachena

Artesanato: Trabalhos em madeira e ferramentas tradicionais

Colectividades: Assoc. Juv. de Paradela, Assoc. Desp. e Cult. de Soajo, Rancho Folc. da Casa do Povo de Soajo e Assoc. Cult. Soajeira

Orago: S. Martinho

Feiras: No primeiro domingo de cada mês, entre Janeiro e Setembro; no primeiro dia de cada mês, entre Outubro e Dezembro

Informação retirada do site:

http://www.minhaterra.com.pt/

 

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