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Tourém

Ver também...

O Forno do Povo de Tourém!

Luta de touros em Tourém

Onde ficar...

Casa dos Braganças - Turismo de habitação

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Ao fundo, Tourém...

Placa de entrada.

Eis Tourém!

 A 30 Km a NO de Montalegre, perto da fronteira com a Galiza, fica a freguesia de Tourém, com um cruzeiro mutilado, casas toscas e ruelas tortuosas e a memória do seu Castelo de Piconha, altaneiro frente à vizinha aldeia galega de Randim.

 

Múltiplos encantos...

Casario granítico...

Que casa novas...

Múltiplos encantos podem ser citados sobre Tourém. Em primeiro lugar o conjunto do casario granítico, que as casas novas vão descaracterizando. Individualizando, talvez fosse de destacar, antes de mais, pelo seu significado social e pela sua tipologia, o forno comum.

 

Casas toscas.

Igreja granítica.

Para ler... e reflectir!

É um edifício em pedra, com o próprio telhado composto de lajes de granito, certamente para prevenir os perigos que a sua função, de rotina acarreta. No exterior tomam realce os robustos gigantes a suportarem a arcaria interior sobre a qual se descarrega o peso enorme do telhado.

Depois, algumas casas mais ricas, de balcão exterior, repassadas de aparato. Um dos edifícios mais mercantes, a casa do arco, apresenta orifícios orientados de dentro para o exterior, em direcção das portas da casa, a zona mais vulnerável desta «praça-forte». Uma espécie de seteiras, melhor, «espingardeiras» ou «escopeteiras», a lembrar tempos rudes e violentos.

 

Ruelas torturosas.

Forno do Povo.

Eis Pitões das Júnias!

Não ficará no esquecimento, quem fez por se dar a conhecer às gerações futuras. É o caso do senhor Caetano Teixeira de Bragança.  A igreja granítica de Tourém, provavelmente quinhentista, característica também da linha do extremo oriental transmontano (portal de volta redonda, de sete aduelas), algo lhe deve.

Algum arranjo se terá feito no templo à custa daquele mecenas braganção - se é que o topónimo não desempenha tão-só uma marca de linhagem - que, por cima da porta de acesso à, certamente, sacristia, determinou colocar uma lápide comemorativa da obra que mandou fazer. Para o que contou decerto com o aplauso dos tourencinos.  Lá se diz: «Caetanus Teyxeyra de Bragança fecit fleri 1751» .

 

Casas mais ricas...

Obscuridade elíptica...

Despeça-se o viajante!

Espalhado assim o nome do ilustre cidadão por toda a parte, despeça-se o viajante destes confins. Não sem que, ainda neste antigo território de Piconhas e diocese de Ourense, se obrigue a visitar outro deserto, um desses numerosos mosteiros nortenhos que nascem na obscuridade elíptica dos tempos.