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A página, não oficial, da serra mais espectacular de Portugal
 

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Vilar da Veiga

Outras informações...

População: 1640

Actividades económicas: Hotelaria e turismo

Festas e Romarias: Santo António (12 de Junho), S. José (Março), Santa Marinha (17 de Julho), Senhora da Saúde (1.º domingo de Agosto) e Santa Eufémia (3.º domingo de Agosto)

Património: Capela de Santa Eufémia (Gerês) e igreja paroquial

Outros Locais: Termas do Gerês, Albufeira da Caniçada, Miradouros da Pedra Bela e da Junceda, Cascata do Arado e do Zanganha e Penedo da Freira

Gastronomia: Sarrabulho de porco e rojões

Artesanato: Bonecos em madeira

Colectividades: Associação Clube Frente Cultural de Vilar de Veiga, Associação Lírios do Gerês e Grupo Desportivo do Gerês

Orago: Santo António

Feiras: Semanal, às sextas-feiras

 

Fica situada a 20 Km da sede do concelho, e é formada pelos lugares de Admens, Adpropeixe, Alqueirão, Assureira, Bairro, Corona, Ermida, Gerês, Loureiro, Meia Légua, Pedra Aguda, Pedrógão, Pereiró, Portela do Fojo e Vilar.

 

Dentro de Vilar...

Uma de muitas!

Só no século XVIII pôde erigir-se como paróquia. Terá nascido de uma quintã burguesa, no século XIII, segundo confirmam as Inquirições de 1259. No século XVI aparecem os abades de S. Martinho de Ventosa (antes freguesia de Ribeira de Soaz) e de S. João da Cova, recebendo cada uma sua metade nos dízimos, na vigararia de Vilar da Veiga.

Fez parte do extinto julgado da Ribeira de Soaz, vindo a incorporar-se no concelho de Vieira do Minho (28 de Dezembro de 1840) e passando ao de Terras de Bouro em 24 de Outubro de 1855. Pertenceu às comarcas de Guimarães, da Póvoa de Lanhoso, de Vila Verde e de Vieira do Minho, da qual depende.

 

Igreja Paroquial.

Vilar, ao longe.

Freguesia dotada de todas as benesses que a Natureza pode dar, de Vilar da Veiga bastaria dizer que é na sua área que se situa a maior parte da serra do Gerês.

As Termas do Gerês foram conhecidas e exploradas pelos romanos, conforme o atestam moedas encontradas junto das nascentes, em escavações levadas a cabo no princípio deste século.

Todavia, o primeiro estabelecimento termal, constituído por tanques de granito abrigados em guaritas de pedra, os chamados Poços, foi construído no reinado de D. João V e demolido nos finais do século passado, em 1897, para dar lugar aos novos edifícios e à captação de águas.

No ano de 1882 inaugurou-se o primeiro estabelecimento hoteleiro e, três anos depois, a estrada vinda de Braga, percorrendo a margem direita do rio Cávado com passagem por Santa Maria de Bouro, atingiu as termas, aumentando consideravelmente o número de aquistas.

Em 1888, a estância foi visitada pelo Rei D. Luís I e pela rainha D. Maria Pia, que se faziam acompanhar pelo príncipe D. Carlos e por D. Amélia de Orleães.

Centro termal dos mais concorridos do País, é possuidor de múltiplas quedas de água, cada qual a mais espectacular (cascata de Leonte. cascata de S. Miguel, etc.) e de numerosos ribeiros de água pura.

Detém ainda formações rochosas espectaculares (Porta Natural da Borrajeira, Fraga da Peneda, em Chã de Lamas. ciclópicos monólitos junto à Estrada da Junceda) e uma vegetação luxuriante e limpa de espécies estranhas (mata do Cabril, etc.). entre a qual se encontram espécies herbáceas apenas aqui localizáveis como o Lírio-do-Gerés (lris boissieril).

A igreja paroquial é recente e foi trazida, pedra por pedra, do local onde hoje é a barragem. Fica agora à margem da estrada. O altar-mor e os colaterais evidenciam o estilo barroco. Existem ainda capelas de invocação à Senhora das Angústias e ao Senhor da Saúde, no lugar de Vilar, a Santa Marinha, no lugar da Ermida, e a Santa Eufémia, nas termas. Esta, mandada edificar por D. João V, funcionou, durante bastante tempo, como capela real.