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Trata-se
de um animal de pequena estatura - 1,32 m em média -, membros robustos e
curtos, perfil côncavo e pescoço grosso adornado frequentemente de uma
densa crina.
Olhando a pequena
manada que pasta sob o coberto do carvalhal nada nos levaria a imaginar
estarmos à vista de um dos últimos grupos de garranos da Peneda-Gerês.
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Garranos:
o cavalo selvagem
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Este animal, de
apascentação livre na raia galaico-portuguesa, há muito que aí vive,
fazendo parte da riqueza pecuária dos povos da região.
Nos finais do séc.
XIX, com a submissão ao regime florestal do maciço da Peneda-Gerês e de
tantos outros montes do nosso País, o garrano viu diminuída a sua
importância, quase chegando a desaparecer. Mas em 1943, por determinação
do sub-secretário de Estado da Agricultura, foi constituído um pequeno
grupo destinado a preservar a raça "em liberdade e no seu ambiente
próprio", medida integrada numa ampla acção de criação de reservas de
animais autóctones em todos os perímetros florestais.
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Pastando...na
tranquilidade!
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Hoje, o que aí
observamos não é mais do que a descendência do efectivo inicial, 21
garranos, oriundos do meio rural e libertados no Vale do Homem, entre as
serras Amarela e do Gerês.
Trata-se de um
animal de pequena estatura - 1,32 m em média -, cor castanha, membros
robustos e curtos, perfil côncavo e pescoço grosso adornado
frequentemente de uma densa crina.
No Inverno, quando o
frio aperta, veste-se de forte pelagem.
Parente próximo dos
póneis da Europa do Norte, o garrano galiziano adaptou-se às regiões
montanhosas húmidas e frias, tendo evoluído ao sabor do avanço e do
recuo dos glaciares do Paleolítico Médio.
Distribui-se este
solípede pela região Norte e em especial pelas montanhas do Minho e do
Noroeste de Trás-os-Montes alcançando as Astúrias através da Galiza. É,
pois, um animal característico do Nodeste Ibérico, muito apreciado pela
sua resistência e constituindo enormes manadas sobretudo na vizinha
Galiza, onde são apascentados, tal como em Portugal, no baldio.
Como vive o garrano
bravio? Pela sua rusticidade, o garrano bravio encontra-se profundamente
ligado e adaptado ao meio que o rodeia.
Trata-se de áreas de
elevada e média altitude, muito acidentadas e associadas a um sem número
de habitats, de onde sobressai, no Verão, pela frescura, o carvalhal com
a sua diversidade de árvores, arbustos e plantas herbáceas que lhe
servem de abrigo e alimento.
No Inverno, prefere
os descampados alimentando-se de tojo, urze e giesta, e no Outono ambas
as áreas, consumindo também frutos como o medronho.
Do comportamento
destacam-se as seguintes facetas: no período do cio as fêmeas acompanham
permanentemente o garanhão que procura manter a todo o custo a coesão do
grupo.
Época de combates,
os machos enfrentam-se lutando a coice e à dentada pela posse do harém e
sofrendo com isso, por vezes, ferimentos de certa monta.
Como qualquer mãe,
as garranas olham pelos filhos, os potros, com um carinho extremo. De
referir o sistema defensivo "em círculo" frente ao lobo, com as garupas
para fora e as crias no interior, defendendo-os a coice, se necessário.
Ainda assim registe-se uma certa mortalidade frente ao lobo, sobretudo
entre animais velhos e doentes e também entre algumas crias mais
desprevenidas.
Sorte igual têm por
vezes os outros garranos, os garranos particulares, pertença dos povos
locais e que pastam também no baldio serrano.
Idênticos em
comportamento, os garranos particulares diferem por vezes no porte e na
coloração da pelagem. São animais manchados e por isso mais fáceis de
identificar pelos seus donos e com maior porte, com mais carne, o que os
torna sem dúvida mais rentáveis.
Capturados
geralmente pelos dois anos - ao contrário dos bravios cuja captura é
proibida - os garranos particulares são fruto de cruzamentos com animais
de raças estranhas, introduzidas propositadamente no monte.
Texto
retirado do site
http://www.terraverde.pt/Fauna/1_garrano/1_garrano.html |