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Informação
retirada do site da
Direcção
Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.
Designação:
Ruínas de
Calcedónia, na serra do Gerês
Localização:
Braga,
Terras do Bouro, Covide
Acesso:
EN 307
(Terras de Bouro - Covide), EM Covide - Campo do Gerês, no cruzamento do
Cruzeiro de S. João do Campo, caminho para Junceda; Gauss M-194.3,
P-528.4; Fl. 43
Protecção:
IIP, Dec. nº
516/71, DG 274 de 22 Novembro 1971
Enquadramento:
Rural.
Situa-se a O das termas do Gerês, próximo da Chã de Felgueiras e da
estrada florestal que se dirige para Junceda.
É um cabeço
granítico, cota máxima de 910 m, cujo cimo se atinge atravessando uma
estreita fenda situada entre duas enormes lages. Fronteiros situam-se
outros dois cabeços: o Castelo de Covide e o Tonel. A O. corre no fundo da
vertente o rio Freitas, afluente do Gerês.
Descrição
É nas
encostas N. e O. do cabeço que se concentram os vestígios.
Observam-se
restos de uma muralha, feita de grandes pedras, e de que há lanços ainda
bem conservados. Tem de espessura cerca de 2 m e de altura, em alguns
pontos, ainda atinge os 4 m. A muralha delimita um vasto recinto, embora
irregular e cheio de penedos.
É tradição
que do lado N. existia uma porta donde partia uma calçada em direcção a
Covide. No interior do recinto podem observar-se restos de várias
construções rectangulares de pedra irregular, com espessura aproximada de
0,60 m e cerca de 5 por 8 m de lado.
Escavações
sumárias em 1946 puseram a descoberto grande número de fragmentos de
tégula e imbrices e alguns restos de cerâmica lisa e incaracterística.
No exterior
do recinto observam-se também vestígios destas construções, parecendo
ainda mais rudes, do lado E., logo por baixo da escarpa do amontoado
granítico e no vale que fica entre a Calcedónia e o Tonel, cerca de 150 m
abaixo do extremo N. das muralhas, numa chã.
Utilização Inicial
Militar /
residencial
Época
Construção:
Idade
Média/Alta Idade Média
Tipologia:
Arquitectura
militar/ Arquitectura civil particular, povoado fortificado alti-medieval.
Povoados fortificados de características semelhantes a este tem vindo a
ser identificados em investigações recentes em curso nas Serras da Peneda
e do Gerês (LIMA 1994/405-409). Caracterizam-se pelo tipo de implantação
fechada sobre si a meia encosta, pela construção de um reduto defensivo
com grandes blocos ligando penedos graníticos e a existência de um grande
número de construções rectangulares, entre os 10 e os 6 m de lado, com
blocos graníticos fincados no solo e vestígios de terem possuído cobertura
em tegula e imbrice.
Dada a
escassez de espólio cerâmico tem sido propostas cronologias de largo
espectro ainda que dentro da Alta Idade Média, podendo corresponder a
povoados anteriores à Reconquista (sécs. VI-VIII) ou já do periodo da
Reconquista (sécs. IX-XI).
Materiais:
Granito
Bibliografia:
CORRÊA, A.
A. M. e TEIXEIRA, C., A lenda e as ruínas de Calcedónia, na Serra do
Gerez, Minia, 1(3-4), 1946, pp. 212 - 222; CUNHA, A. R., A Calcedónia do
Gerês, Diário do Minho, 5 Maio 1950, p. 2, 4; Património Arquitectónico e
Arqueológico Classificado, Inventário, Lisboa 1993, vol. II, Distrito de
Braga, p. 68; LIMA, ALEXANDRA C. P. S., Castro Laboreiro - Serra da Peneda.
Sistemas de povoamento e ocupação do espaço, Actas 1º Congresso de
Arqueologia Peninsular, Vol. IV, Trabalhos de Antropologia e Etnologia,
vol. 35 (2), Porto, 1994, p. 403 - 415.
Intervenção Realizada: 1946 - Mendes Correia e Carlos Teixeira
realizaram
escavações sumárias. |