A página, não oficial, da serra mais espectacular de Portugal

Página inicial Localização Cidades, vilas e aldeias Já estive aqui... •  A fauna A flora Vidas das gentes A história e a Arqueologia

Download Gastronomia Alojamento Links

 

À procura do azevinho perdido...

Sair

Outras informações...

O Azevinho é uma planta bem conhecida pela sua beleza e pelas suas utilizações ornamentais, sobretudo na quadra natalícia. A procura pelos seus ramos e frutos tornou-a rara enquanto planta espontânea.

 TAXONOMIA

O azevinho (Ilex aquifolium L.) pertence à família Aquifoliaceae (Aquifoliácias), a qual contém diversas espécies de árvores e arbustos espalhadas pelos trópicos e países temperados.

 CARACTERÍSTICAS GERAIS E MORFOLÓGICAS

Possui um porte arbustivo ou arbóreo, podendo alcançar, no segundo caso, uma altura de 8-10 metros. O ritidoma (casca do tronco) é liso e esverdeado. As folhas têm uma forma oblonga ou ovado-oblonga e são alternas, muito rígidas e coriáceas, muito reluzentes. As margens são onduladas e possuem dentes espinhosos. Em estados de desenvolvimento avançados das árvores, estes espinhos tendem a desaparecer.

As flores têm uma cor branca ou rosácea. Nascem solitárias ou em ramalhetes nas zonas de inserção das folhas.

São plantas monóicas (um só sexo em cada planta), ainda que cada uma apresente vestígios do outro sexo na forma de um óvulo rudimentar ou de filamentos estaminais com anteras estéreis. O cálice e a corola têm 4, raramente 5, elementos e estão ligeiramente soldadas na base. Os estames são em igual número às pétalas, alternando com estas.

O fruto é carnoso, muito apelativo aos insectos pela sua cor vermelha ou amarela viva. Floresce de Abril a Junho. Os frutos amadurecem em Outubro mas mantêm-se na árvores durante muito tempo.

 OCORRÊNCIA

Ocorre em toda a região mediterrânea e em Maiorca, nas ilhas Balneares. Na Península Ibérica é mais comum nas regiões setentrionais.

 PREFERÊNCIAS AMBIENTAIS

Ocorre em bosques e matagais umbrios, bem como em encostas de montanha igualmente ensombradas. Pode subir até aos 1600 m. Requer solos frescos.

 CURIOSIDADES

O termo “Ilex” é o nome dado pelos romanos à Azinheira mas que acabou por ser aplicado ao azevinho pelas semelhanças entre as suas folhas e as da sua antiga homónima.

Uma das tradições inglesas mais antigas, ritual datado do tempo dos Druidas, é o de dar um beijo debaixo do visco (uma planta parecida com o azevinho).

Nos castelos ingleses medievais, cepos maciços da sua madeira eram também queimados, na esperança de arderem no período que ia da véspera de Natal à Epifania (6 de Janeiro). Os seus fragmentos eram guardados para acender o próximo toro do ano.

Foi a madeira escolhida para construir as janelas do palácio real de Madrid.

Antigamente acreditava-se que as folhas do azevinho maceradas e misturadas em vinho eram um óptimo tonificante. Tal facto não está provado cientificamente, acreditando os cientistas que este efeito se deve mais ao vinho que ao azevinho.

 UTILIZAÇÕES

É cultivada como planta ornamental, usada principalmente para adornos natalícios. A sua procura do azevinho para este fim foi tão intensa que acabou por levar à proibição da sua recolha no nosso país, sendo hoje bastante rara enquanto planta espontânea.

A sua madeira é de cor branca ou acinzentada, de textura fina e uniforme. É muito pesada, não flutuando na água. É muito dura, sendo difícil de trabalhar, mas é muito boa como combustível para lareiras.

É uma espécie muito utilizada para sebes dado suportar muito bem as podas.

A parte interna do ritidoma, cozida durante 7-8 horas, deixada a fermentar entre 2 a 5 semanas e pulverizada e lavada com água, dá origem a uma goma usada para caçar pássaros.

Tem também algumas utilizações medicinais. Às suas folhas são atribuídas propriedades diuréticas. Os frutos são purgantes e provocam o vómito.

Nuno Cruz António

O azevinho: espécie protegida.

Bom, o percurso que proponho é nada mais que um juntar de outros dois já descritos no “Já estive aqui...”. Esses percursos são o “Rio Arado e Vale do Teixeira” e “Estrada do Sarilhão”.

Seguindo de Braga pela já conhecida E.N. 103, depois de passar o cruzamento para Póvoa do Lanhoso e, logo de seguida, o entroncamento de Amares, encontra, do lado esquerdo da estrada, um café com um amplo estacionamento onde pode tomar o “aquecimento” da manhã junto com um excelente café. Curioso neste sítio é a completa colecção de miniaturas de garrafas de todo o mundo... Nós conhecemos este café como “O Benfiquista” porque quando começamos a frequentar este percurso, já vai para 10 anos de forma assídua, Onde estão as garrafas estavam muitos ícones do Benfica (Aqui há uma história curiosa: um amigo, colega destas andanças, assumidíssimo e ferrenho Portista, queria pagar a despesa com o “cartão multibanco” – claro que era o cartão de sócio do FCPorto. Evidentemente que este era apenas o pretexto para fazer saber que a casa tinha ali um cliente de outro clube. O que é certo é que o empregado não se desfez e muito calmo exclamou: “- Não aceitamos pagamento por multibanco!”)

Quando chegar ao cruzamento da E.N. referida com a estrada para as Caldas do Gerês vire à esquerda em direcção a esta última localidade. Entre na estrada com uma paisagem soberba sobre a albufeira da Caniçada. Contemple-a e esqueça o resto.

Vai passar a ponte sobre a mesma albufeira e depois de chegar à rotunda siga em direcção ao S. Bento da Porta Aberta. Passe pela igreja do Santo e siga em direcção ao Campo do Gerês. Tome, então, o caminho da Barragem de Vilarinho da Furna até ao cruzamento que o levará até à mata de Albergaria. Entre pela terra batida (se não estiver em mau estado) observe com atenção as espécies vegetais pois elas são de uma grande variedade e beleza. Mais ou menos a meio do percurso encontra, do lado esquerdo, uma grande mancha desta espécie com muitos frutos. Não corte pois trata-se de uma espécie protegida por lei e a G.N.R. e os Guardas Florestais estão sempre atentos a todos os movimentos dos carros.

Siga então pelo resto da estrada até chegar ao alcatrão. Aqui vire à direita em direcção às Caldas do Gerês.

Quando chegar à estrada em paralelo, onde existem uma mesas para merendas, vire à esquerda por outra estrada de terra batida que o vai conduzir até ao cruzamento da Pedra Bela. Se virar à direita vai visitar este monumento paisagístico e Hino à natureza. Se seguir em frente, e depois de passar por uma floresta densa de pinheiro manso, vai te ao entroncamento que vem da Ermida. Se seguir em frente vai seguir o rio Arado até à ponte. Pode parar pelo caminho para reabastecer-se de água que lhe poderá fazer imenso jeito, mesmo no Inverno.

 

Ponte do Rio arado e Miradouro da Cascata do Arado

Deixe aqui o carro e não precisa de ligar o alarme porque mesmo que ele toque ninguém vai ouvir e não a(o) estou a ver a descer os montes a correr...

Suba pelas escadas até ao miradouro para poder contemplar a Cascata do Arado e, se quiser, registar para a posteridade a sua presença aqui. Seguindo o caminho, suba o monte até ao alto e chega a um pequeno planalto onde existe uma grande rocha de granito. Descanse... Ao fundo o tal rio que tem a sua foz no Arado.

Seguindo o caminho dos pastores, isto é, em frente, suba o monte e quando avistar um cedro de grande porte ao lado esquerdo, desça por aí até chegar de novo ao rio Arado. Suba, então, o rio até chegar à primeira lagoa. Pare e tome banho nesta lagoa de águas límpidas se levar o fato de mergulho. Se não, esqueça.

 

A primeira lagoa.

A profundidade é de cerca de 5 metros na parte mais funda, mas com uma excelente visibilidade. Depois dirija-se pela subida da esquerda, desviando-se um pouco do rio. Se quiser segui-lo terá de molhar os pés.

Pode, por aqui, observar muitas árvores de azevinho na escarpa que se pode ver do lado direito. Tire fotos, aprecie mas não tente tirar nada pelas razões já avançadas.

 

Escarpa, após a 1ª lagoa, onde pode ver o azevinho.

Volte pelo mesmo caminho porque o tempo não dá para mais.

Já no carro, vire para trás até chegar ao primeiro entroncamento. Aí vire para a Ermida e faça esse percurso para regressar ao Porto.

 

© Copyright 2001-2007 www.Serra-do-geres.com

ContactoPublicidade