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Ermida está descrita na página das
Cidades, vilas e
aldeias. No entanto o passeio não é exactamente à povoação, embora
ele comece, a pé, nesse espaço.
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Fotos:
Carla Silva - enviadas por mail. |
Comecemos a descrição.
Vindo pela Estrada Nacional n.º 308-1, depois de passar
Vilar da Veiga e antes de chegar às
Caldas do Gerês, vai
encontrar um entroncamento à direita, com uma pequena rotunda
onde se encontram várias placas, características do parque, tendo uma
delas a indicação de Ermida. Vire aí e siga por essa estrada
que tem tanto de apertado como de bonito. Valha ao menos ter um óptimo
piso...
Depois de andar cerca de 5 Km, vá com atenção porque
vai encontrar um desvio (estrada florestal) para a direita,
devidamente assinalado com uma placa indicando “Cabril” que o
levará directamente ao destino que traçámos: as cascatas do Tahiti.
Cuidado que esta estrada está (estava) em muito mau estado e com
muitos precipícios à direita. Ao fundo vai contemplando a albufeira
da barragem da Caniçada, entrecortada por grandes ravinas, encostas e
muito arvoredo.
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Fotos:
Carla Silva - enviadas por mail. |
Se quiser uma aventura mais em contacto com as pessoas
da região e, até, mais divertida e diferente, siga em frente; não
desvie.
Chegados à
Ermida,
e depois de ter sido alvo da curiosidade de quem lá mora, estacione o
carro junto à Igreja Paroquial e embrenhe-se pelos caminhos da povoação,
cumprimentando as simpáticas pessoas que à porta surgem. Depois de descer
bastante tempo, mais ou menos 30 minutos, chegará à ponte de madeira
que passa por cima do rio Arado. Estará no ponte onde terá de
deixar o carro se veio pelo tal atalho-aventura.
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A Igreja Paroquial. |
A Ponte. |
A
ponte: rio Arado... |
Prepare-se para mais uma aventura fascinante na Serra do
Gerês.
Antes da ponte, à direita, existe um caminho escondido
entre as silvas e giestas que dá acesso ao rio. Vá por aí se veio munido
de calças de ganga, ou de montanhista, e de botas de montanha. Se não,
desista...
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O moinho |
O moinho - pormenor. |
O
rego de madeira: cuidado! |
Desça as rochas com cuidado.
Aprecie os moinhos. Cuidado com os poços de água no leito do
rio (explore-os numa outra oportunidade com fato de mergulho ou, no mínimo
com óculos de mergulho... são fascinantes, mas fundos). Cuidado ainda com
o tronco que vai ter de passar para alcançar o rego de água que se
encontra na outra margem. Se tem vertigens, muito cuidado.
Daí até
descer ao ponto de confluência do rio Arado e do rio Cabril é
relativamente fácil.
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Um aspecto da 1ª
cascata. |
A grande cascata!!! |
Os exploradores... |
Quando chegar ao fundo, estenda-se na areia,
olhe para o rio Arado e contemple aquilo a que este grupo de
exploradores chamou “As cascatas do Tahiti”. Pode descansar e
retemperar forças com um whiskizinho, levado religiosamente no bolso
de propósito para estas ocasiões, ou então do sempre apetecível bagaço.
Agora tem duas hipóteses: ou volta ao ponto de
início pelo mesmo caminho ou ainda não está cansado e decide explorar
um pouco mais.
Se foi a segunda, coincide com aquela que nós
tomámos.
Siga o rio agora formado, que mantém o nome de Cabril, passando poças e
poços, praias e falésias. Nós ficámos numa larga piscina
que, pensámos, só ser possível atravessá-la de barco. Penso que se
continuar mais um pouco, chega à albufeira.
Escusado será dizer que aqui tudo é original, tudo é
natureza, tudo é bonito... |