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Geira Romana: caminhos de outrora, caminhos de agora...

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Vias Romanas em Portugal

Via Nova Romana

 

Outras informações...

Texto retirado do site:

www.nha.pt

Introdução

Geira é popular nome dado a parte da estrada romana militar n.º XVIII – o Itinerário Antonino – que ia desde Braga a Astorga (Espanha). O presente texto descreve parte desta estrada que atravessa parte da Serra do Gerês, dentro o Parque Nacional Peneda-Gerês (PNPG).

 

Introdução Histórica

Pela primeira vez, no ano 215 antes de Cristo, o exército Romano invade o norte da península, na sequência da segunda guerra entre Roma e Cartago. Os Cartagineses Ibéricos e os seus aliados perderam a batalha. Mas a reconquista da Península Ibérica tornou-se difícil, arrítmica e, consequentemente, atrasada.

O Nordeste da Península apenas entrou directamente no conflito com as legiões romanas quase um século depois, aquando da incursão de Decimus Iunius Brutus, em 137 ac. As forças comandadas pelo cônsul romano atravessaram o rio Douro e penetraram na Galllaecia e atravessaram o rio Lima. Fonte histórica refere uma importante batalha entre os Bácaros (o povo da região) em que estes perderam.

Durante os primeiros anos do novo milénio, a submissão dos povos processou-se num ritmo elevado. Galaicos e Astúros foram integrados na Hispânia Citerior, uma grande província de Augusto.

 A Estrada XVIII entre Braga e Campo do Gerês

A referida estrada vai desde Braga até Nordeste a uma ponte chamada ponte do Porto. A ponte ainda está em uso actualmente. Apesar da sua construção medieval.

Depois desta zona, no distrito de Amares e Terras do Bouro, podemos encontrar uma série de enormes cilindros, conhecidos por Marcos Miliários e que eram usados para identificar cada milha da estrada.

Agora admitimos que em Amares a estrada começa a subir, em direcção a um local chamado Penedos Secos, atingindo os 400 metros de altitude.

A partir de Penedos a estrada passa por Vilela (milha XI) e Seramil. Desde o alto do Monte de Santa Cruz (milha XIV) a via deixa o vale do Cávado e entra no vale do Homem. Nesta passagem vários grupos de Marcos foram identificados: milha XV, num local chamado Cantos da Geira e a milha XVI em Teixugos.

Em Covide (milha XXVI) a estrada abandona a Abadia e vai até à planície de S. João do Campo na Serra do Gerês.

A sudeste de S. João do Campo existe a milha XXVIII.

Esta aventura começa no entroncamento /rotunda existente no fim da ponte por cima da albufeira da Caniçada, quem vem de Braga. Se decidir virar à direita, vai ter às Caldas do Gerês. Se, por outro lado, virar à esquerda, vai ter a Amares e voltará a Braga. Se seguir em frente, vai ter ao já falado S. Bento da Porta Aberta. Continue por aí acima e vai ter a S. João do Campo. Siga a estrada que leva à Albufeira de Vilarinho da Furna. No entroncamento que leva à opção entre Vilarinho das Furnas e Mata de Albergaria, estacione e desça do carro por algumas horas.

 

Entroncamento de estradas. O início deste troço da geira.

Siga pelo caminho que se inicia em frente ao muro de pedra, do lado da albufeira, e que está marcado por uma placa informativa e por outra placa com a história (embora um pouco apagada) da Estrada Romana (quem vem de S. João de Campo, fica à direita depois de passar a tal estrada em terra batida, mas larga, que leva à mata de Albergaria). Rapidamente encontrará o início da Geira.

 

Caminho inicial. Aspecto parcial...

A Geira Romana é um percurso com mais de 2000 anos, que era utilizado, na antiguidade, pelos romanos para ligar Brácara Augusta a Astorga. Inicialmente este percurso tinha 300 km’s de extensão. Actualmente, quase todo o percurso está "apagado". Esta caminhada no Gerês é feita no que resta desse tempo.

 

O caminho difícil da Geira. No fim retempere as forças...

Percorra essa estrada tendo sempre como Background a Albufeira do rio Homem e Vilarinho da Furna. Percorrerá caminhos históricos. Por isso não faltarão os arrepios de emoção e de frio uma vez que existem zonas dessa estrada totalmente cobertas com vegetação. Esse local é tão húmido que até as pedras estão cobertas com uma grossa camada de musgo verde. Cuidado com as pedras soltas entre as lajes. Tenha em atenção as cobras ou insectos que lhe podem aparecer pelo caminho, principalmente de verão. Aprecie os marcos miliários que vai encontrando ao longo do caminho. Incluindo os encontrados no concelho de Braga, restam dela 35 marcos miliários, estando datados os da área do Gerês dos anos 79 e 353 d. C.

 

Marcos miliários na Geira Romana.

Faça, de repente, uma viagem ao passado, mais concretamente há 2000 anos, quando esta estrada era percorrida por várias pessoas a pé ou em carros romanos...

Tire bastantes fotografias, mas não mexa em nada. Não corte plantas nem danifique as pedras que lhe servem de estrada.

Se lá for no verão, tome um banho retemperador na albufeira. Mas, cuidado!!! Perde o pé quase logo que entra na água.

 

Muro junto ao caminho. As lages de pedra numa curva.
 

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