A nossa aventura às
Lagoas do Marinho começa num belo dia de Setembro no
Parque de Campismo Outeiro-Alto.
Chegámos por volta das
8:00. Fomos recebidos por uma menina muito simpática num ambiente
acolhedor de casa de montanha. Montámos as tendas e logo de seguida
rumámos a Cabril, ao Café Águia - Real para Jantar.
Infelizmente tivemos de esperar um pouco pelo jantar concerteza por não
estarem a contar com 4 pessoas... Mas valeu a pena esperar! Foi um jantar
típico gerista com muito de tudo, acompanhado por um vinho
excelente da região. Já bem bebidos emprestaram-nos um
baralho de cartas para, assim, pudermos passar melhor algumas horas.
Estava calor.
Por entre a sueca e as cervejas que se amontoavam em cima da mesa, lá
íamos planeando a nossa aventura do dia seguinte. Perto das 2 horas da
manhã, bem dispostos por todas as razões, caímos na tentação de ir
dormir que o dia seguinte seria de canseira.
A noite começou
bem instalado na tenda que o meu amigo Abílio tinha comprado no
Continente, em substituição de uma outra desgastada pelo pouco uso que
teve. De repente chegaram uns jovens que, na tentativa de montar a
tenda às escuras, fizeram uma algazarra como se de andorinhas no
início da Primavera se tratasse. A acompanhar a sinfonia o ronco
estridente de um português russo que dormia na tenda ao lado.
Ainda bem que não
pusemos o relógio a despertar porque a mota do Ti Manel foi
pontual a passar na estrada ao lado. Para aqueles mais virados
para a preguiça bastou escutar, meia hora depois, o barulho,
sempre agradável para quem da cidade, do camião do lixo.
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Alvorecer no Parque. |
O
Silêncio impera. |
Tocou o "despertador"... |
Lá partimos em
direcção à nossa aventura do dia não sem antes parar no café junto à
ponte para saborear o pão com manteiga e o leite com café,
especialidade da casa.
O caminho que
tomámos é aquele descrito em
Aproveitamento hidroeléctrico de Vila Nova (Rio Cabril). A
diferença é que em vez de virar para o aproveitamento, seguimos em
frente e vamos dar à ponte sobre o rio Cabril, junto a uma
cancela que veda a passagem. Se for no Verão é muito provável que a
cancela esteja fechada. Se assim for, tem de deixar aí o carro e percorrer
a Corga da Pena Calva (riacho do lodo esquerdo) até à cerca de pedra do
lado direito, muito acima. (todo este percurso deve ser feito utilizando o
mapa militar 31 (Outeiro – Montalegre).
Por sorte a cancela
estava aberta.
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O
amanhecer na Serra. |
Após
a cancela, caminho livre. |
Lage dos Infernos. |
Da ponte pode
observar, do lado direito e em cima, a Laje do Inferno.
Trata-se de uma escarpa muito alta e imponente.
Avançámos pelo
caminho em terra batida, com alguns buracos à mistura, e
infiltrámo-nos na serra selvagem procurando a paz e a
tranquilidade destas paragens, sempre ao som de Madredeus.
Passados vários minutos encontrámos, do lado direito, uma escarpa com uma
queda. Que subida sensacional teria dado se nos tivéssemos aventurado por
aí. Infelizmente o tempo era curto e o nosso destino outro. Ficou para a
próxima...
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Alto da Surreia do
Meio-dia. |
O
caminho final. |
Primeiro olhar. |
Depois de passar a
Roca Alta finalmente chegamos ao início da nossa caminhada.
Deixámos aí o automóvel e despedimo-nos dele durante as próximas horas.
Rumámos pelo caminho fora até à primeira lagoa. Se imagem vale por
mil palavras, o que dizer destas...
Continuámos até à
segunda lagoa. Foi um pouco contrastante o sentimento quando atingimos
o monte que as divide: por um lado uma paisagem deslumbrante,
espectacular, por outro o tamanho da lagoa muito reduzido
devido à pouco chuva dos últimos dias.
Lá continuámos
caminho pelo muro de pedra semi-desfeito, seguindo a linha de água,
até chegar à varanda natural em frente. Daí pudemos observar a
passagem do Ribeiro do Couce para a Corga da Pena Calva, a montante
e a ponte de que lhe falei à pouco (a tal do cadeado) a jusante. Só
visto...
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A
segunda lagoa do Marinho! |
O caminho pela lagoa. |
Vista do centro da lagoa. |
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A
chegado à varanda. |
Apetece voar... |
Lá no fundo, a ponte. |
Da varanda,
deve-se retornar ao caminho que passa junto à cabana do pastor e aí
virar à direita. Daqui para a frente já não tenho mais fotografias
porque, infelizmente, dei um tombo e parti a máquina de filmar toda... De
qualquer forma siga esse caminho (que segue, por sua vez, a Ribeira
de Couce) até chegar a um local onde existe uma bifurcação de riachos com
uma cerca de pedra. Depois de passar esse local, siga o caminho.
Do lado esquerdo
começam a parecer as imponentes marcas do glaciar dos Cocões do
Concelinho.
Pode ainda visitar, se
quiser, as minas do Borrageiro que ficam muito perto. Se as
visitar, diga-me como são e mande-me fotos. Nós não tivemos tempo.
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Lá em cima a bifurcação das
corgas. |
Ao alto o caminho para
Cocões... |
Um pormenor... |