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Perspectiva
do Outeiro Alto. |
O Abílio
de manhã! |
Centro de
apoio ao Parque... |
Bem vistas as coisas, este ano não
podia faltar a saída do bulício da cidade para percorrer
cerca de 100 km que nos separam do Gerês para, assim, podermos relaxar,
descansar e reflectir sobre os caminhos da encruzilhada da vida. É, de
facto, superior a nós...
Desta decidimos não mudar e, daí até à
chegada ao "Águia Real" foi um tiro, se exceptuarmos as cerca de
duas horas que demoramos.
Depois do jantar de sexta,
à volta de uma farta costela de vaca, de uma salada de
alface divinal (à "Águia Real") regada pelo tinto da
casa, partimos à aventura de uma noite à luz das lâmpadas
de 40 watts do Parque de Campismo do Outeiro Alto, não sem
antes jogarmos umas boas partidas de sueca, regadas com a
cerveja da praxe, isto é Super Bock.
Fechou o "Águia", à uma
hora, e lá partimos para o escuro da noite, observando as
estrelas (coisa nunca conseguida para quem mora num ambiente urbano),
deixando-nos guiar pelo barulho da já conhecida escavadora (informaram-nos
que as obras dos túneis das barragens estão quase prontas) até ao Parque
de Campismo.
Aí chegados, uma nova surpresa
deparou-se-nos: não havia ninguém no parque. Entrámos e montámos as
tendas à luz das tais lâmpadas. Custou a adormecer estranhando, o
corpo, o chão duro e irregular.
Durante a noite ameaçou a chuva
pingando fartamente no tecido da tenda, provocando em nós uma onda
de emoção. Assim como chegou, assim acabou: rapidamente.
O sol levantou-se por
entre as montanhas e um cheiro húmido e saboroso invadiu a tenda
acordando-nos com uma certa nostalgia dos amanheceres da
nossa infância passada em Marco de Canaveses.
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Destino:aventura! |
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Medronhos:
planta comestível. |
Era hora de partir para o destino
traçado há muitos meses: Celas e Lapela: As cascatas da Dulce pontes.
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Entrada no
miradouro. |
Os
exploradores... |
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Tomámos o caminho da Paradela seguindo
pelo Cabril. Chegados perto de Chelo entrámos por um caminho à esquerda e
fomos dar ao Miradouro da Surreira do Meio Dia, de onde se
pode avistar uma paisagem de sonho.
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Surreira
do Meio Dia. |
Guarita
da Palma. |
Neste alto existe um tabuleiro onde foi
colocado um painel com todas as informações acerca das montanhas que se
podem avistar dali: Guarita da Palma, Fojo de Alcântara, Torre dos
Corços, Surreira do Meio Dia...
Continuámos viagem até à Encruzilhada
(onde tem o tal parque das merendas). Aqui virámos para Paradela do Rio
deixando Xertelo para trás.
De novo encruzilhada e de novo deixámos
para trás uma povoação. No caso Azevedo rumando para Paradela.
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Estrada
para Lapela. |
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Lapela ao
longe. |
Depois de passar o cemitério de Lapela,
à esquerda, encontrámos o cruzamento para Lapela onde
virámos à direito.
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Entrada... |
Cruzeiro
em Lapela. |
Restaurante
Cabrilho. |
A entrada de Lapela é feita por uma boa
estrada ladeada de casas típicas, em granito,, indo dar ao centro da
povoação onde está situado o cruzeiro e as alminhas e, mais
à frente, do lado direito, a Igreja paroquial. Rapidamente se encontra a
saída, junto ao restaurante Cabrilho que dizem ser do melhor
na região. Como era ainda cedo para deglutir uma refeição pesada, passámos
à frente. No fim do edifício do restaurante acaba a estrada
transformando-se, esta, em caminho impróprio para carros Renault. Os TT
têm luz verde para passar. Esse caminho vai dar à cascata.
Tivemos pena de não poder continuar mas...
Bem, fizemos o caminho oposto e saímos
de novo de lapela onde os habitantes são de uma simpatia extrema.
Chegámos de novo à estrada para
Paradela que havíamos deixado há pouco e seguimos em frente.
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Chegada à
corte. |
Estrada
para Celas. |
A corte
debaixo do granito. |
Passámos junto ao caminho, do lado
esquerdo, para o
Aproveitamento Hidroeléctrico do Rio Cabril e seguimos passando
por uma ponte, sobre a Fecha do Castanheiro, que marca a
viragem à direita do percurso (ver mapa militar 31). De seguida uma
outra ponte sobre o Ribeiro da Abelheira que, juntamente com
a Fecha da Abelheira, se vai transformar de seguida em Ribeira das
Cavadas onde ficam as cascatas da Dulce Pontes. É
dessa ponte que se pode avistar do lado esquerdo todo vale do
Ribeiro da Abelheira e do lado direito o Alto da Sela
Cavalos e, ao fundo, o Rio Cávado.
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A
entrada da corte. |
Vistas da
corte. |
Seguindo essa estrada em alcatrão
(recordo a estrada da Paradela), encontrámos, passados mais ou menos três
quilómetros, uma corte feita por baixo de um enorme afloramento
rochoso, do lado esquerdo. Parámos um pouco e fomos explorar e
filmar. Do lado esquerdo existe um muro e um grande carvalho. Ao lado do
muro um caminho que vai dar ao adro da capela descrita já a seguir.
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Sirvozelo ao
longe. |
Entrada
de Celas. |
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Optámos por seguir mais um pouco
a estrada e seguir por Celas. Mais à frente, aí uns dois
quilómetros, virámos para Celas no cruzamento. Entrando na estrada de
Celas avista-se, ao longe, a povoação de Sirvozelo
aparentemente muito bonita com as suas casa de granito
devidamente integradas em toda aquela paisagem bucólica.
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As galinhas
fugindo!!! |
Por baixo
da ramada. |
Saída de
Celas. |
Em Celas parece que entrámos em
casa... Em casa de alguém que aparentemente nos recebe de braços
abertos. Passámos por baixo das ramadas, obrigamos os
frangos e as franganitas a correrem à frente do carro num zig-zag
saltitante quase a dar a entender que, por ali o ultimo, carro que passou
foi há muito tempo.
É pequeno aquele lugar. Entrámos
e logo saímos mas com saudade... tanto foi o sossego e plenitude de
organização campestre que os nossos olhos alcançaram.
A saída é feita por uma estrada que
ladeia os campos verdes, limitada por muros toscos, até
chegar ao alto onde está a Capela. Pare um pouco e aprecie a
paisagem. Ouça o silêncio, veja a profundidade,
deleite-se com o percurso sinuoso do rio Cávado quase seco...
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Capela a
meio do caminho. |
A descida
para as cascatas. |
... |
Continuámos caminho. Uns a pé outros no
carro porque havia sítios em que se passava com muita dificuldade.
Chegados a meio do percurso parámos o carro e seguimos a pé até às
cascatas. É de facto um caminho que dá prazer seguir ouvindo o
barulho dos nossos próprios passos.
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Os
caminhantes. |
Oásis. |
Curva aqui, curva ali e chegámos
ao fundo do vale onde um luxuriante recortado de frondosa vegetação nos
faz perder a respiração e observar, reflectindo, que de facto Deus deve
existir.
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À
direita. |
Largo das
merendas. |
Imponente! |
Parámos a reflexão e a caminhada
junto à ponte de madeira, meia esburacada mas aparentemente
resistente, sobre a Ribeira das Cavadas. Ao fundo da ponte nova
encruzilhada. Virámos à direita porque para a esquerda é o caminho para
Lapela. Seguindo pelo caminho chegámos a um largo feito de vegetação, e
daí até às cascatas foi um passo percorrido num instante.
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Uma das
cascatas. |
Arrasador... |
Suba... |
Fenomenal. Arrasador...
Magnífico. A Dulce Pontes escolheu bem, ao que nos informou
um habitante local, o sítio do Gerês para se banhar. É de facto um local
propiciador de deleite e encanto.
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A jusante
das cascatas. |
Onde a
Dulce tomou banho. |
Interior
do moinho. |
Só o Jorge tomou banho
testando, assim, as águas calmas de uma pequena lagoa do lado esquerdo.
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De cima. |
Outro
resguardo de água. |
... |
Enquanto isso, fomos explorando a parte
de cima das cascatas, subindo o caminho por detrás dos moinhos, seguindo
os respectivos regos e chegando a uma outra lagoa de aguas calmas num
nível acima.
Voltando para trás, e subindo mais um
pouco, chegamos a mais outra lagoa... Ao fundo a junção da
ribeira de Selas Cavalos à já referida Ribeira das
Cavadas, dada a conhecer pela presença de enorme quantidade de
vegetação no local. Daqui para cima não fomos. Havia chegado ao fim
o tempo que havíamos destinado a esta visita.
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Lírios
roxos. |
Odeus. |
Sempre no
caminho. Coma... |
Regressámos por Celas, e de novo na
estrada para Paradela do Rio, rapidamente chegámos lá e daí seguimos para
Montalegre onde fomos almoçar.
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Espreitando |
A ponte a
cair. |
... |
Se levar merenda consegue estar muito
mais tempo nas cascatas. Faça isso e verá que não se arrepende.
Nós fomos à posta barrosão em
Montalegre. Também não foi mau.