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O caminho que leva às Minas dos Carris é um caminho que dá prazer
calcorrear, apesar de bastante pedregoso e escorregadio.
Ao longo do percurso avistam-se das mais belas
paisagens da Serra do Gerês, onde não faltam as pontes em madeira,
as quedas de água e a vegetação luxuriante destas paragens.
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Rio Homem, na Portela. |
Lagoa das Minas dos Carris |
O início da caminhada é
feito junto à cascata da Portela do Homem, ao lado da ponte S.
Miguel. A cascata não é muito alta, mas o enquadramento que proporciona é
magnifico. Os turistas apinham-se, normalmente, do cimo da ponte para
tirar as fotografias da praxe. Como é fácil de perceber, já tomámos banho
no buraco onde cai a lagoa. A profundidade é de cerca de 4 metros na parte
mais funda, para onde nos podemos atirar de uma rocha. A água é límpida
mas normalmente fria.
De Verão é muito
agradável tomar lá banho. De Inverno, só de fato de mergulho. Se está a
pensar ir nesta estação, munido do respectivo fato ou até de garrafas,
cuidado com o guarda florestal que está na torre. Não o vê, mas ele está
omnipresente.
O Rio Homem vai
acompanhá-lo sempre nesta caminhada.
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O rio Homem acompanha-nos. |
O caminho sinuoso, à
esquerda... |
Sensivelmente 30 minutos após a partida da Portela do Homem
(caminho que está vedado e que fica do lado direito da cascata da Portela
do Homem), chega a um conjunto de pequenas casas, que constituíam, parece,
uma primeira barreira de controle das minas. Já lá tomámos o pequeno
almoço num dia muito frio de Dezembro. Está na Água da Pala. A
ponte, nesse caminho, passa por cima do ribeiro com o mesmo nome.
Pouco tempo depois passa por uma outra ponte sobre a
ribeira do Cagarouço.
A seguir existe uma parte do caminho muito sinuoso.
Não se aproxime da berma.
Passa a seguir pela ponte da ribeira de Madorno e
vislumbra, do lado direito, o cabeço do Madorno por trás do qual nasce a
tal ribeira.
Na confluência do rio Homem com o Corgo dos Salgueiros da
Amoreira encontra-se no lugar da Chã do Teixo (assim chamado por,
em tempos, ter aí existido um Teixo- Arbusto ou árvore da família das
Taxáceas, cujo fruto é uma baga vermelha muito procurada pelas aves, que
assim espalham as sementes; a madeira é compacta, homogénea, acastanhada e
de bom polimento.) Trata-se de um lugar magnífico onde vê dois altos
que ladeiam o tal Corgo.
Passada, mais ou menos, 1 e 30 hora, chega ao planalto
onde o Rio Homem se divide em vários pequenos regatos. Encontra por aí
uma represa que não serve para tomar banho. Irá passar a ponte das
Águas Chocas e a ponte das Abróteas. Se, quase logo a seguir à
ponte, virar para a direita, vai ter a Cocões do Concelinho e às
lagoas do Marinho, mas não se meta em aventuras, excepto se prevenido
com um mapa militar, bússola e muita persistência...
Seguindo o caminho, aqui mais alargado, encontra-se já a uma altitude
de mais ou menos, 1400 metros o que irá provocar, com certeza,
falta de ar e ainda mais cansaço. Do lado direito aparece-lhe o cume que é
o ponto mais alto da Serra com cerca de 1500 metros.
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Finalmente, a Mina. |
Edifício da lavagem: não se
aventure. |
Ao fim de 2 horas chega ao portão das minas.
Chegando à entrada das minas, encontra o muro que
vedava a entrada. Daí avista uma paisagem magnífica sobre o resto
da Serra.
As minas não são mais do que minas de volfrâmio
desactivadas há mais de cinquenta anos. Trata-se de um conjunto de
edifícios utilizados para albergar os trabalhadores e todos os serviços de
uma estação mineira completamente isolada. A par dos edifícios
encontram-se os buracos muito fundos (cuidado!!!) das minas, alguns
deles encobertos pela vegetação. Bem visíveis, algumas entradas das minas,
bastante alagadas pela água. Vêem-se, também, os carris das minas, que lhe
dão o nome.
Da mesma entrada da mina, virando à esquerda,
sem entrar, chega à represa de água que servia para limpar o
volfrâmio. Cuidado se vai aí refrescar-se, tomando um banho. É que
junto ao muro da represa, a profundidade é de cerca de trinta metros!!! De
Inverno, não ande por cima da camada espessa de gelo que normalmente se
forma. Cuidado que no meio da represa a espessura não é tão grossa como
isso... Há cerca de três anos morreram, nesse sítio, várias pessoas que
iam tirar uma fotografia em cima do gelo.
Seguindo o muro da represa
consegue chegar à parte do fundo, onde a água sai para tomar a caminho das
minas. Consegue chegar, também, à parte da serra onde pode avistar,
ao longe, a nascente do Rio Cabril e, mais ao longe ainda,
Pitões das Júnias. Não se chegue muito perto do precipício que
existe por aí.
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Ao
fundo, Pitões das Júnias: aventure-se... |
Não se esqueça que está muito perto de Espanha.
O caminho de regresso é
feito pelo mesmo sítio, sendo ainda mais difícil porque é quase sempre a
descer. |