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Rumo à Mina dos Carris!

Outras perspectivas...

http://valeserrantes.blogs.sapo.pt/2296.html

http://carris-geres.blogspot.com/2009/06/trilho-da-cumeada-vii.html

ðSe quiser ver as fotografias no tamanho original, clique nelasï

 

O caminho que leva às Minas dos Carris é um caminho que dá prazer calcorrear, apesar de bastante pedregoso e escorregadio.

Ao longo do percurso avistam-se das mais belas paisagens da Serra do Gerês, onde não faltam as pontes em madeira, as quedas de água e a vegetação luxuriante destas paragens.

Rio Homem, na Portela.

O caminho...

 

O início da caminhada é feito junto à cascata da Portela do Homem, ao lado da ponte S. Miguel. A cascata não é muito alta, mas o enquadramento que proporciona é magnifico. Os turistas apinham-se, normalmente, do cimo da ponte para tirar as fotografias da praxe. Como é fácil de perceber, já tomámos banho no buraco onde cai a lagoa. A profundidade é de cerca de 4 metros na parte mais funda, para onde nos podemos atirar de uma rocha. A água é límpida mas normalmente fria.

De Verão é muito agradável tomar lá banho. De Inverno, só de fato de mergulho. Se está a pensar ir nesta estação, munido do respectivo fato ou até de garrafas, cuidado com o guarda florestal que está na torre. Não o vê, mas ele está omnipresente.

O Rio Homem vai acompanhá-lo sempre nesta caminhada.

O rio Homem acompanha-nos.

O caminho sinuoso, à esquerda...

 

Sensivelmente 30 minutos após a partida da Portela do Homem (caminho que está vedado e que fica do lado direito da cascata da Portela do Homem), chega a um conjunto de pequenas casas, que constituíam, parece, uma primeira barreira de controle das minas. Já lá tomámos o pequeno almoço num dia muito frio de Dezembro. Está na Água da Pala. A ponte, nesse caminho, passa por cima do ribeiro com o mesmo nome.

Pouco tempo depois passa por uma outra ponte sobre a ribeira do Cagarouço.

A seguir existe uma parte do caminho muito sinuoso. Não se aproxime da berma.

...

Cagarouço.

 

Passa a seguir pela ponte da ribeira de Madorno e vislumbra, do lado direito, o cabeço do Madorno por trás do qual nasce a tal ribeira.

Na confluência do rio Homem com o Corgo dos Salgueiros da Amoreira encontra-se no lugar da Chã do Teixo (assim chamado por, em tempos, ter aí existido um Teixo- Arbusto ou árvore da família das Taxáceas, cujo fruto é uma baga vermelha muito procurada pelas aves, que assim espalham as sementes; a madeira é compacta, homogénea, acastanhada e de bom polimento.) Trata-se de um lugar magnífico onde vê dois altos que ladeiam o tal Corgo.

Passada, mais ou menos, 1 e 30 hora, chega ao planalto onde o Rio Homem se divide em vários pequenos regatos. Encontra por aí uma represa que não serve para tomar banho. Irá passar a ponte das Águas Chocas e a ponte das Abróteas. Se, quase logo a seguir à ponte, virar para a direita, vai ter a Cocões do Concelinho e às lagoas do Marinho, mas não se meta em aventuras, excepto se prevenido com um mapa militar, bússola e muita persistência...

Abrigo dos pastores.

Continue...

 

Seguindo o caminho, aqui mais alargado, encontra-se já a uma altitude de mais ou menos, 1400 metros o que irá provocar, com certeza, falta de ar e ainda mais cansaço. Do lado direito aparece-lhe o cume que é o ponto mais alto da Serra com cerca de 1500 metros.

Finalmente, a Mina.

Entrada...

 

Ao fim de 2 horas chega ao portão das minas.

Chegando à entrada das minas, encontra o muro que vedava a entrada. Daí avista uma paisagem magnífica sobre o resto da Serra.

Represa.

Planalto...

 

As minas não são mais do que minas de volfrâmio desactivadas há mais de cinquenta anos. Trata-se de um conjunto de edifícios utilizados para albergar os trabalhadores e todos os serviços de uma estação mineira completamente isolada.

O buraco.

Assusta...

A par dos edifícios encontram-se os buracos muito fundos (cuidado!!!) das minas, alguns deles encobertos pela vegetação. Bem visíveis, algumas entradas das minas, bastante alagadas pela água. Vêem-se, também, os carris das minas, que lhe dão o nome.

 

Camaratas.

Sistema de lavagem.

Da mesma entrada da mina, virando à esquerda, sem entrar, chega à represa de água que servia para limpar o volfrâmio. Cuidado se vai aí refrescar-se, tomando um banho. É que junto ao muro da represa, a profundidade é de cerca de trinta metros!!! De Inverno, não ande por cima da camada espessa de gelo que normalmente se forma. Cuidado que no meio da represa a espessura não é tão grossa como isso... Há cerca de três anos morreram, nesse sítio, várias pessoas que iam tirar uma fotografia em cima do gelo.

 

...

...

Seguindo o muro da represa consegue chegar à parte do fundo, onde a água sai para tomar a caminho das minas. Consegue chegar, também, à parte da serra onde pode avistar, ao longe, a nascente do Rio Cabril e, mais ao longe ainda, Pitões das Júnias. Não se chegue muito perto do precipício que existe por aí.

 

Enquadramento!

Bonito...

Não se esqueça que está muito perto de Espanha.

O caminho de regresso é feito pelo mesmo sítio, sendo ainda mais difícil porque é quase sempre a descer.