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Miradouro da Boneca!

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Estas e outras fotografias do "Miradouro da Boneca" no Picasa...

https://picasaweb.google.com/104681650052916182978/MiradouroDaBoneca#

ðClique nas fotografias, se as quiser ver no tamanho originalï

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O momento em que tomamos a decisão de percorrer o caminho desde o entroncamento da fonte de Lamas até ao Miradouro da Boneca transforma-se no momento Kairós em que nos deixamos sintonizar com as nossas necessidades interiores.

Olho de pássaro.

Caos de incêndio...

 

A partir daqui, apesar do caos que, por vezes, se observa neste percurso, seja pelo amontoado granítico da Calcedónia, ao longe, seja pelo aspecto acastanhado do chão, em parte devido aos incêndios, todos os momentos se constituem Kairológicos e dignos de serem, um a um, apreciados.

É o tempo do tempo por nossa conta.

Mas, apesar disto, o tempo cronológico também nos acompanha e, por isso, há que fazer contas ao tempo do percurso.

Fonte de Lamas.

À esquerda...

 

Saímos do entroncamento referido e, seguido pela estrada de terra batida, rapidamente chegamos à placa indicativa do Miradouro da Boneca.

Sombrio e cinzento...

Regato.

 

Aí, viramos à esquerda. O percurso torna-se sombrio, especialmente pela presença de um pinhal alto do lado esquerdo. O caminho é fácil, sem grandes subidas nem descidas.

Passamos um regato e logo de seguida, encontramos novo entroncamento. A placa diz-nos, desta vez, para virar à direita.

À direita...

Fonte da boneca.

 

Percorremos um caminho sinuoso e algo esventrado até que, eis que chegamos à fonte da Boneca (que neste dia de visita estava seca) onde pode descansar e beber um pouco de água da sua garrafa de reserva.

Seguir o caminho...

À direita.

 

Continuamos o caminho, acompanhados, desde há algum tempo, pela cor negra dos incêndios que por ali passaram há pouco, até chegarmos ao caminho feito de paliçada de madeira, guardado pelos totens, quais guardiões dos caminheiros ocasionais a desfrutar do seu tempo Kairológico.

Guardiões.

Passadiço.

 

No fim desse caminho, entra-se nas entranhas da rocha, serpenteando o caos até chegarmos à varanda, objecto de decisão do dia.

Aí chegados, foi só suster a respiração, abarcar com um olhar a paisagem deleitosa que se nos abre e deixar voar o nosso tempo para o infinito, reservando, no nosso entendimento, as imagens tão belas que este singelo patamar nos deixa fixar.

Degraus...

...

 

É o tempo de respirar, de olhar, de não respirar, de fechar os olhos e pôr à prova outros sentidos.

Entranha da rocha...

Kairós.

 

É um êxtase.

Respirar.

Sentidos.

 

Saímos daí com vontade de, na nossa vida de trabalho, familiar, de amizade, aproveitar melhor o tempo Kairológico em desprimor do tempo cronológico que apenas nos deixa, como fim, o inevitável.

Vivamos...

750m.

 

Vivamos, pois, de novo esta aventura, num outro tempo. 

A boneca...

Êxtase.