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Pedra Bela: o regresso!

No Wikiloc... No YouTube...

 

Estas e outras fotografias da Pedra Bela no Picasa...

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A um dedo de distância...

Serra!

Serra!
E qualquer coisa dentro de mim se acalma…
Qualquer coisa profunda e dolorida,
Traída,
Feita de terra
E alma.

   

Subia aos céus...

Na pedra talhada pelo Homem...

Uma paz de falcão na sua altura
A medir as fronteiras:
- Sob a garra dos pés a fraga dura,
E o bico a picar estrelas verdadeiras…

 

(Miguel Torga – Gerês, Pedra Bela, 20 de Agosto de 1942 – Diário II)

Na placa descerrada no dia 12 de Agosto de 2007, junto ao Miradouro da Pedra Bela

100 .º aniversário do Nascimento de Miguel Torga

 

   

Fonte do Curral do Gaio...

Para o alto...

 

   

Outro mundo...

Casca de pinheiro...

 

"... qualquer coisa dentro de mim se acalma..." quando penso subir à Serra. Por vezes temos de reconhecer de que nem sempre estamos nas melhores condições físicas para cumprir as palavras de Miguel Torga mas, o destino é mais forte do que nós.

   

Encruzilhada: à direita.

Água sempre presente.

 

   

Direcção: Pedra Bela!

Estacione.

 

Só Deus, seja ele qual for, para ter criado este lugar. O céu está a um dedo de distância e a vista que se avista apenas torna claro o regresso...

   

Passagem para a perfeição...

O caminho de "Deus".

 

   

Recordação - regresso.

A nossos pés...

 

Se estou perto dos céus, do encanto celestial, de Deus, então subir até Ele torna-se uma peregrinação feita buscando-O a cada recanto. Vejo-O na casca do pinheiro que deliciosamente cobre a árvore e motiva a aranha a tecer a sua teia, na folha lilás que, ziguezagueando, se encosta chão, na pedra talhada pelo homem armada em mesa de inumeráveis convívios familiares, no beijo prolongado a que duas almas se emprestam, na crina esvoaçando ao vento, no mastigar horizontal do cabril...

   

Sob a garra...

Esta contemplação...

 

   

Esta coisa profunda...

O novo...

 

Mas, onde Ele está é lá no alto, onde está "... o bico a picar estrelas verdadeiras..." Aqui a visão se alarga, o peito enche-se de ar, os olhos se arregalem abrindo a íris e tornando-a espelho de beleza magnífica onde se fixa a Portela do Homem, a Mata de Albergaria, o Pé do Cabril, a Calcedónia, a foz do Caldo, a Caniçada, ...

   

Re-gradi...

Indicação.

 

   

Páscoa para o novo...

Aranhas tecendo...

 

A nossos pés, "... sob a garra dos pés a fraga dura", o magma, a rocha milenar indicando que as forças desse Deus ali estiveram e estão presentes.

Compartilhando...

De novo...

 

Escadas para o céu.

Fonte do miradouro.

 

Esta contemplação, esta experiência, esta epifania provoca-nos "... uma paz de falcão na sua altura; a medir as fronteira..." daquilo que nós somos e daquilo que Ele é. Aqui somos um só.

...

...

 

Uma paz de falcão...

Aqui somos um só...

 

Essa "... coisa profunda..."  faz-nos voltar a caminhar, caminhar de novo a este local, re-gradi, regressar... 

Essa coisa profunda...

Faz-nos voltar a caminhar.

 

Na folha lilás ziguezagueando...

Adeus.

 

 

É isso! Não resisto. Tenho de me ir mas regressarei.

À direita...

Para a Ermida.