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Viagem ao Pé do Cabril: o Planeta dos Macacos!

Outras perspectivas...

http://estarolas.planetaclix.pt/2008/pe_do_cabril08.htm

http://www.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=464519

http://caminheiro-pescador.blogs.sapo.pt/8062.html

 

Isto é que foi uma aventura...

E tudo por culpa de um nosso Cibernauta amigo Bruno Torres que nos enviou o mail transcrito ao lado.

Pois a leitura deste mail despertou-nos muita curiosidade por uma zona nunca explorada por nós. Trata-se das imponentes montanhas avistadas do lado esquerdo do caminho que leva desde as Caldas até à Mata de Albergaria.

 

No penúltimo Domingo de Setembro lá fomos montados no carro novo do habitual patrocínio das nossas viagens ao Gerês.

Subimos às Caldas e daí até à Portela do Leonte onde parámos para receber a senha de acesso à Mata de Albergaria.

Seguimos viagem até ao cruzamento para Vilarinho, à direita, e percorremos toda a estrada do Sarilhão. Dessa pudemos ver, do lado esquerdo, toda a enormidade dos picos da fraga do Sarilhão. O nosso destino estava por detrás disso. Chegámos ao cruzamento final da estrada de terra batida: se virássemos à direita iríamos ter a Vilarinho (barragem), se virássemos à esquerda a S. João do Campo (Campo do Gerês). Evidentemente que a nossa opção foi virar à esquerda.

Seguimos a viagem até ao cruzeiro do Marco Miliário (onde está instalado o Museu de Vilarinho da Furna) e, aí, virámos à esquerda - pode fazer o caminho mais directo seguindo em direcção a S. Bento da Porta Aberta e Campo do Gerês. Apanha o cruzamento do cruzeiro do Marco Miliário e aí vira à direita em direcção à Calcedónia.

 

Cruzamento para a Junceda.

Recuperando forças.

Depois de entrados na estrada referida encontrámos um cruzamento. Seguimos a placa que indicava "Junceda - 3 Km".

A meio parámos debaixo de um castanheiro frondoso para recuperar as forças e respirar o ar puro, de modo a renovar os pulmões gastos de tanta poluição da cidade.

Passados quase os 3 Km encontrámos, do lado direito, o Miradouro da Junceda. Decidimos ir espreitar e deparámo-nos com um espectáculo de uma beleza indescritível.

 

Do melhor...

Os minutos voaram em silêncio enquanto contemplávamos a paisagem. Experimente e perceberá porquê...

 

Estradão para o Miradouro.

Caldas ao fundo...

Acordámos do sonho celestial e prosseguimos em direcção ao destino marcado: Pé do Cabril.

Estacionámos o carro no largo de uma casa, aparentemente da Guarda Florestal, e logo aí nos perdemos! Apesar do excelente mapa enviado pelo Bruno, cheio de pormenores e legendas, não conseguimos dar com o início do percurso. Mas é fácil: nós é que nos distraímos.

No fim da casa de cima, do lado direito existe e ao lado de uma giesta frondosa, estava o início do caminho...

 

Casa da Guarda Florestal.

O início do caminho...

Lá fomos e logo a seguir encontrámos o tal fontanário de que falava o Bruno. Abasteça-se de água pois é o último sítio onde a pode beber até chegar de novo aí, daí a 3 horas (apesar de ir passar ao lado de pelo menos duas nascentes de rios).

 

O Jorge junto ao fontanário.

O caminho para o 1.º patamar.

Iniciámos a subida munidos do tal mapa de que falava e do já habitual mapa militar, desta vez o número 30. De qualquer forma quase nem era necessário o mapa militar uma vez que as mariolas nos acompanharam sempre durante todo o percurso.

 

Mariola: a Estrela Polar

O Jorge e o Abílio ladeando.

O primeiro patamar levou-nos a uma subida até a um pequeno vale, acompanhados de cavalos Garranos que pacatamente pastavam não sem olhar para nós com ar curioso.

 

Filipe caminhando. o 1.º vale.

Os Garranos curiosos.

Seguimos o trilho de caminho pé posto pelo vale e fomos apreciando toda a paisagem e registando mentalmente de forma a podermos, se assim a divindade o entender, contar aos nossos netos.

Curiosamente esse vale termina num monumento à erosão que proporcionou a edificação de uma escultura fálica, qual menir de Obelix, que marca a imponência destas paragens. Aguçou ainda mais o apetite por estas coisas do Gerês.

 

Menir fálico: o fim.

Descendo para o 2.º vale.

No fim desse vale avistámos um outro ainda maior mas não tão plano: estávamos na Tojeira. Do lado esquerdo existe um escarpado por onde corre a Ribeira de Roda. Essa Ribeira tem nascente precisamente aí.

 

Início do escarpado que leva à Ribeira da Roda.

O caminho, pelas mariolas, passa, precisamente, por ele. Quando o caminho desvia para a esquerda deixa a Ribeira. A sua nascente é logo acima. Se tem medo de água descanse porque acaba quase por nem se aperceber da sua presença.

Nós não experimentámos descer por aí. Dizem que é espectacular. Experimente e diga alguma coisa.

Passado este segundo vale, chegámos finalmente ao terceiro patamar a que o nosso amigo Bruno chamou de Planeta dos Macacos.

 

O Abílio passando para o P.M..

O vale do Planeta dos Macacos.

Bom, aqui, de facto, a abertura é francamente espectacular. Trata-se de um vale quase plano, com muita erva, onde nasce a Ribeira do Sarilhão, que vai desaguar à albufeira de Vilarinho, e um outro ribeiro que, do lado oposto, vai desaguar ao Rio Gerês. descanse que, também aqui, não se vê muita água.

 

Nascente da Ribeira de Sarilhão no vale do Planeta dos Macacos.

Aqui, surpresa das surpresa. O motor do meu amigo Abílio, embora habituado a estas coisas, quebrou. Teve de ficar, logo à entrada do vale do Planeta dos Macacos, a descansar para recuperar energias... talvez fruto dos bifes de boi regados com um excelente vinho da região comidos e bebidos no "Restaurante Baptista" do Campo do Gerês. Sentou-se à sombra de um enorme rochedo e nós os três lá seguimos.

 

A casa dos pastores.

As árvores que inspiraram o nome.

Atravessámos o vale plano e chegámos ao relvado da casa do pastor onde estão as tais árvores cujos galhos próprios, quase direi, para macacos inspirou o nosso amigo Bruno dando o nome a esse espaço de Planeta dos Macacos. Lá nos divertimos, também, e logo seguimos o caminho das mariolas.

Chegados ao cimo avistámos o pico do Pé do Cabril. Este pico tem, na sua máxima altitude, 1235 metros.

Bem, as vistas aqui são espectaculares e são o corolário de todas as paisagens lindíssimas que se avistam.

 

Pé do Cabril: 1235m.

...

Num ângulo de 360º conseguimos alcançar quase toda a parte ocidental da Serra do Gerês. Filmámos tudo isto e das imagens tiramos centenas de fotos. É pena não as podermos pôr todas. Ficam, nesta página, algumas...

 

A albufeira ao fundo.

Pé do Cabril: pormenor.

Seguindo o caminho vão dar ao estradão que por sua vez vai desembocar nas casas da Portela de Leonte. Aventurem-se. Cuidado para não se perderem.

O caminho de regresso pode ser feito pelo mesmo caminho da ida. É só seguir as mariolas...