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Isto é que foi uma aventura...
E tudo por culpa de um nosso Cibernauta
amigo Bruno Torres que nos enviou o mail transcrito ao lado.
Pois a leitura deste mail despertou-nos
muita curiosidade por uma zona nunca explorada por nós. Trata-se das
imponentes montanhas avistadas do lado esquerdo do caminho que leva desde
as Caldas até à Mata de Albergaria.
No penúltimo Domingo de Setembro lá fomos
montados no carro novo do habitual patrocínio das nossas viagens ao Gerês.
Subimos às Caldas e daí até à Portela do Leonte onde parámos para receber a senha de acesso à Mata de Albergaria.
Seguimos viagem até ao cruzamento para
Vilarinho, à direita, e percorremos toda a estrada do Sarilhão. Dessa
pudemos ver, do lado esquerdo, toda a enormidade dos picos da fraga do
Sarilhão. O nosso destino estava por detrás disso. Chegámos ao cruzamento
final da estrada de terra batida: se virássemos à direita iríamos ter a
Vilarinho (barragem), se virássemos à esquerda a S. João do Campo (Campo
do Gerês). Evidentemente que a nossa opção foi virar à esquerda.
Seguimos a viagem até ao cruzeiro do Marco
Miliário (onde está instalado o Museu de Vilarinho da Furna) e, aí,
virámos à esquerda - pode fazer o caminho mais directo seguindo em
direcção a S. Bento da Porta Aberta e Campo do Gerês. Apanha o cruzamento
do cruzeiro do Marco Miliário e aí vira à direita em direcção à
Calcedónia.
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Cruzamento para a Junceda. |
Recuperando forças. |
Depois de entrados na estrada referida encontrámos um cruzamento. Seguimos
a placa que indicava "Junceda - 3 Km".
A meio parámos debaixo de um castanheiro
frondoso para recuperar as forças e respirar o ar puro, de modo a renovar
os pulmões gastos de tanta poluição da cidade.
Passados quase os 3 Km encontrámos, do lado
direito, o Miradouro da Junceda. Decidimos ir espreitar e deparámo-nos com
um espectáculo de uma beleza indescritível.
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Do
melhor... |
Os minutos voaram em silêncio enquanto
contemplávamos a paisagem. Experimente e perceberá porquê...
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Estradão para o Miradouro. |
Caldas ao fundo... |
Acordámos do sonho celestial e prosseguimos em direcção ao destino
marcado: Pé do Cabril.
Estacionámos o carro no largo de uma casa,
aparentemente da Guarda Florestal, e logo aí nos perdemos! Apesar do
excelente mapa enviado pelo Bruno, cheio de pormenores e legendas, não
conseguimos dar com o início do percurso. Mas é fácil: nós é que nos
distraímos.
No fim da casa de cima, do lado direito
existe e ao lado de uma giesta frondosa, estava o início do caminho...
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Casa da Guarda Florestal. |
O início do caminho... |
Lá fomos e logo a seguir encontrámos o tal fontanário de que falava o
Bruno. Abasteça-se de água pois é o último sítio onde a pode beber até
chegar de novo aí, daí a 3 horas (apesar de ir passar ao lado de pelo
menos duas nascentes de rios).
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O Jorge junto ao
fontanário. |
O caminho para o 1.º
patamar. |
Iniciámos a subida munidos do tal mapa de
que falava e do já habitual mapa militar, desta vez o número 30. De
qualquer forma quase nem era necessário o mapa militar uma vez que as
mariolas nos acompanharam sempre durante todo o percurso.
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Mariola: a Estrela Polar |
O Jorge e o Abílio
ladeando. |
O primeiro patamar levou-nos a uma subida
até a um pequeno vale, acompanhados de cavalos Garranos que pacatamente
pastavam não sem olhar para nós com ar curioso.
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Filipe caminhando. o 1.º
vale. |
Os Garranos curiosos. |
Seguimos o trilho de caminho pé posto pelo vale e fomos apreciando toda a
paisagem e registando mentalmente de forma a podermos, se assim a
divindade o entender, contar aos nossos netos.
Curiosamente esse vale
termina num monumento à erosão que proporcionou a edificação de uma
escultura fálica, qual menir de Obelix, que marca a imponência destas
paragens. Aguçou ainda mais o apetite por estas coisas do Gerês.
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Menir
fálico: o fim. |
Descendo para o 2.º vale. |
No fim desse vale avistámos um outro ainda
maior mas não tão plano: estávamos na Tojeira. Do lado esquerdo existe um escarpado
por onde
corre a Ribeira de Roda. Essa Ribeira tem nascente precisamente aí.
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Início do escarpado que
leva à Ribeira da Roda. |
O caminho, pelas mariolas, passa,
precisamente, por ele. Quando o caminho desvia para a esquerda deixa a
Ribeira. A sua nascente é logo acima. Se tem medo de água descanse porque
acaba quase por nem se aperceber da sua presença.
Nós não experimentámos descer por aí. Dizem
que é espectacular. Experimente e diga alguma coisa.
Passado este segundo vale, chegámos
finalmente ao terceiro patamar a que o nosso amigo Bruno chamou de
Planeta
dos Macacos.
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O
Abílio passando para o P.M.. |
O vale do Planeta dos
Macacos. |
Bom, aqui, de facto, a abertura é
francamente espectacular. Trata-se de um vale quase plano, com muita erva,
onde nasce a Ribeira do Sarilhão, que vai desaguar à albufeira de
Vilarinho, e um outro ribeiro que, do lado oposto, vai desaguar ao Rio
Gerês. descanse que, também aqui, não se vê muita água.
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Nascente da Ribeira de
Sarilhão no vale do Planeta dos Macacos. |
Aqui, surpresa das surpresa. O motor do meu
amigo Abílio, embora habituado a estas coisas, quebrou. Teve de ficar,
logo à entrada do vale do Planeta dos Macacos, a descansar para recuperar
energias... talvez fruto dos bifes de boi regados com um excelente vinho
da região comidos e bebidos no "Restaurante Baptista" do Campo do
Gerês. Sentou-se à sombra de um enorme rochedo e nós os três lá seguimos.
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A casa dos pastores. |
As árvores que inspiraram o
nome. |
Atravessámos o vale plano e chegámos ao
relvado da casa do pastor onde estão as tais árvores cujos galhos
próprios, quase direi, para macacos inspirou o nosso amigo Bruno dando o
nome a esse espaço de Planeta dos Macacos. Lá nos divertimos, também, e
logo seguimos o caminho das mariolas.
Chegados ao cimo avistámos o pico do Pé do
Cabril. Este pico tem, na sua máxima altitude, 1235 metros.
Bem, as vistas aqui são espectaculares e são
o corolário de todas as paisagens lindíssimas que se avistam.
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Pé do Cabril: 1235m. |
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Num ângulo de 360º conseguimos alcançar
quase toda a parte ocidental da Serra do Gerês. Filmámos tudo isto e das
imagens tiramos centenas de fotos. É pena não as podermos pôr todas.
Ficam, nesta página, algumas...
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A
albufeira ao fundo. |
Pé do Cabril: pormenor. |
Seguindo o caminho vão dar ao estradão
que por sua vez vai desembocar nas casas da Portela de Leonte.
Aventurem-se. Cuidado para não se perderem.
O caminho de regresso pode ser feito
pelo mesmo caminho da ida. É só seguir as mariolas...
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Mail
de Bruno Torres que despoletou a nossa curiosidade.
1.º Mail
"Amigo, não tenho anotado as
características dos percursos que tenho feito por isso também não te posso
enviar nada de concreto para pores na tua página mas em contrapartida
envio-te uma imagem de satélite com um pequeno percurso (pé de cabril e o
planeta dos macacos) não sei se conheces... poderás aventurar-te e
redigi-lo de forma mais
correcta....
A partir do dia 4 de Agosto encontro-me
no Gerês em são João do campo... irei fazer algumas caminhadas e desta vez
não me esquecerei de tomar nota de tudo e fotografar bastante...
Bom, vou começar por explicar esse
percurso caso estejas interessado.... é muito simples... partes do
cruzeiro de são João do campo em direcção à calcedónia, passados alguns
kms quando avistares a calcedónia do teu lado direito e entes de chegares
ao cruzamento com as mesas em pedra encontrarás um estradão em terra ao
teu lado esquerdo (é o primeiro que encontras nessa estrada).... segue
esse estradão (podes ir de carro) e alguns kms depois dás com um caminho
do teu lado direito que vai dar ao miradouro da junceda a cerca de
200m, dai poderás ver todo o vale de caldas do Gerês...pouco mais à frente
encontrarás uma capela onde poderás deixar ai o carro segues um pequeno
trilho onde encontras logo do teu lado esquerdo um fontanário rudimentar
com pouca água mas muito boa...segues sempre esse trilho, orienta-te pela
imagem que te envio...vais chegar a um vale com alguns animais. Logo à
entrada encontras uma pedra interessante parecida com um carro :),
atravessas o vale e mais em cima encontras o planeta dos macacos, foi
baptizado por nós mas o nome tem tudo a ver..... tem algumas arvores
completamente secas, nas quais te podes pendurar (cuidado que os galhos
estão um pouco frágeis) e tirar belas fotografias.... dai o nome planeta
dos macacos... é quase certa a permanência de alguns bois deitados nesse
pequeno pasto....em cima tens o pico do Pé de Cabril, sobe até ao cimo, de
lá poderás avistar as albufeiras de vilarinho e a da caniçada, tem uma
vista excelente...ideal para tirar fotos sequenciais das duas
albufeiras.... volta pelo mesmo sitio...
ATENÇÃO: houve nessa zona um grande
incêndio, não sei até que ponto essa zona foi afectada...
xauzão
2.º Mail
"caro amigo lamento informar-te mas tenho
uma pequena correcção a fazer na caminhada do planeta doa macacos e pico
do Pé de Cabril...tive a oportunidade de fazer este percurso novamente e
metendo-me em aventuras vim a descobrir que o pico de Cabril não é que que
eu
realmente te informei, mas é muito fácil...todo o percurso até ao planeta
dos macacos está correcto.....depois só tens que subir o maciço rochoso
em frente do qual já tens uma vista maravilhosa e seguir ate ao ponto mais
alto dessa serra...tens que contornar o pico pelo lado direito e subir
pela parte de traz ate ao cimo.....é uma caminhada que vale a pena, tem um
desfiladeiro estrondoso e muito assustador...é preciso ter muito cuidado e
poucas vertigens... a vista é magnifica... Portela de Leonte fica muito
perto.... dá para avistar o estradão
mesmo em baixo..... junta esta informação a que já te tinha fornecido e
aventura-te....entre as minas, a Calcedónia e esta, foi a que mais me
emocionou e mais gostei...vou tentar enviar imagem....no regresso se
depois de passarem o "carro" voltarem a direita podem descer por um trilho
até são João do Campo, a ponte em frente ao café pousada...
Mandem noticias, um abraço"
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