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Vilarinho da Furna;

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Ver também:

 

Percurso com imagens

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=463675

 

Museu de Vilarinho da Furnas

http://www.geira.pt/mvilarinhofurnas/

 

Aqui está um óptimo passeio para a família.

Seguindo pelo S. Bento da Porta Aberta (onde pode fazer as suas promessas ao santo para que faça desaparecer os cravos das mãos oferecendo os cravos - flores) e passando pelo Campo do Gerês, chega ao entroncamento que leva ou através da estrada florestal até à Portela do Homem, virando à direita, (caminho que pode ser feito a pé, de bicicleta ou automóvel [excepto no verão que tem de ser sempre a andar] e que se constitui como um excelente passeio de fim de semana com passagem por escarpas, rios, floresta densa, pequenos lagos artificiais e naturais e tendo como companhia do lado esquerdo, a albufeira da barragem do rio Homem [Vilarinho da Furna]) ou até à barragem de Vilarinho da Furna, à esquerda. Deve optar, neste circuito, virar à esquerda, tomando a estrada de alcatrão que o encaminhará à aventura.

 

Vista parcial da barragem.

Passados alguns minutos, chega à barragem. Esta barragem foi inaugurada 21 de Maio de 1972 e constitui um aproveitamento da bacia hidrográfica do rio Homem. A barragem não é possuidora de central geradora eléctrica sendo apenas uma represa de água que é depois encanada e enviada para a barragem da Caniçada através de larguíssimos tubos. Podem-se ver esses tubos e respectiva central quando se vem na estrada que liga Vilar da Veiga às Termas do Gerês. Curioso é que depois de utilizada a água volta a ser bombeada para a albufeira da barragem de Vilarinho das Furnas proporcionando, à saída dos tubos que as trouxeram de volta, cascatas de grande aparato e beleza.

Bom, deixe aqui o seu automóvel e prepare-se para o caminho. Atravesse a barragem, admirando a paisagem magnífica que a absorve, e vire à direita no fim da mesma. Siga o caminho, a estrada de terra batida, ladeando sempre o rio, agora na outra margem. Ao chegar ao entroncamento, vire à direita (se virar à esquerda vai ter à entrada do tubo que trás a água da albufeira da barragem da Caniçada, conforme já referi em cima. Cuidado, há um certo perigo nesta opção). Siga sempre o caminho largo e em bom estado que o vai levar directamente a Vilarinho da Furna. A meio terá oportunidade de passar por cima de um pontão em cimento apreciando o ensurdecedor barulho da cascata artificial conseguida pelo retorno das águas da barragem, vindas da albufeira da Caniçada.

 

Pontão e queda. A saída vinda do outro lado.

Passados, mais ou menos, três quartos de hora, avista Vilarinho das furnas, num espectáculo que tem tanto de excepcional, devido ao enquadramento paisagístico, como de fantasmagórico.

 

Primeiro olhar... Casas de Pedra.

Chegando a Vilarinho, tenha em atenção estes três pormenores:

1. Cuidado com as pedras soltas, se a água estiver em baixo. Já apanhei assim a água, numa das minhas visitas, e as escorregadelas e pedras soltas eram uma constante;

2. Se estiver a albufeira cheia, mergulhe, com óculos, mas cuidado com os fundões. É extremamente perigoso, mas muito bonito. Rapidamente perde o pé e o fundo transforma-se num buraco escuro e sombrio, que faz arrepiar os mais destemidos. As ruínas tornam-se fantasmagóricas. De Inverno, só de fato de mergulho;

3. Lembre-se que esta povoação era habitada e que as pessoas foram desalojadas em circunstâncias especiais e dramáticas. Tenha, por isso, respeito para com as pessoas que durante séculos aqui habitaram e que aqui mantêm as suas memórias.

 

O respeito necessário. D. Sebastião.

Em relação a este respeito e à dor que estas gentes terão sentido aqui fica o poema de Miguel Torga que retracta o modo de vida simples do povo e a forma como o sonho acabou:

 

Requiem

Viam a luz nas palhas de um curral,
Criavam-se na serra a guardar gado.
À rabiça do arado,
A perseguir a sombra nas lavras,
aprendiam a ler
O alfabeto do suor honrado.
Até que se cansavam
De tudo o que sabiam,
E, gratos, recebiam
Sete palmos de paz num cemitério
E visitas e flores no dia de finados.
Mas, de repente, um muro de cimento
Interrompeu o canto
De um rio que corria
Nos ouvidos de todos.
E um Letes de silêncio represado
Cobre de esquecimento
Esse mundo sagrado
Onde a vida era um rito demorado
E a morte um segundo nascimento.

Miguel Torga

Barragem de Vilarinho da Furna
18 de Julho de 1976

 

Entrada na loja. Vou namorar...

 Fora isto, divirta-se, tome banho (de Verão), faça o piquenique da ordem, visite os restos dos moinhos e os campos de cultivo. Não estranhe a presença de vacas e de gado caprino. São de uma aldeia próxima.

O regresso é feito pelo mesmo caminho.

Para mais informações sintonize-se no site http://www.geira.pt/MVilarinhoFurnas

 

Quantas pessoas... Águas passadas...
 

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